A crise hipertensiva é caracterizada por elevação aguda e g...

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Q3916725 Medicina
A crise hipertensiva é caracterizada por elevação aguda e grave da pressão arterial, podendo levar a dano agudo a órgãos-alvo. A avaliação adequada envolve identificação do tipo de crise (urgência vs. emergência), determinação da presença de lesão em órgãos-alvo e escolha criteriosa da terapia antihipertensiva. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Em todas as crises hipertensivas, a pressão arterial deve ser reduzida rapidamente em poucas horas, independentemente da presença de lesão em órgãos-alvo.

(__)Crise hipertensiva com evidência de dano agudo a órgãos-alvo caracteriza uma emergência hipertensiva, e o tratamento deve ser feito preferencialmente com drogas intravenosas sob monitorização contínua.

(__)A monitorização clínica e laboratorial contínua não é necessária em crises hipertensivas, desde que o paciente esteja assintomático, pois o risco de dano a órgãos-alvo é baixo.

(__)Em urgência hipertensiva, na ausência de lesão aguda a órgãos-alvo, o tratamento pode ser realizado com anti-hipertensivos orais, visando redução gradual da pressão arterial ao longo de 24−48 horas.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A resolução depende da presença de lesão aguda de órgão-alvo: isso define emergência hipertensiva, que exige redução pressórica controlada, geralmente com anti-hipertensivos intravenosos e monitorização contínua. Na ausência dessa lesão, trata-se de urgência hipertensiva, com redução gradual da pressão, usualmente por via oral em 24–48 horas. Esse critério torna falsas as assertivas 1 e 3 e verdadeiras as assertivas 2 e 4, levando ao gabarito D.

Tema central: Crise hipertensiva
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque considera verdadeiras a 1ª e a 3ª assertivas. A 1ª erra ao generalizar redução rápida da PA para toda crise hipertensiva, ignorando a diferença entre urgência e emergência. A 3ª erra ao dizer que monitorização clínica e laboratorial contínua não é necessária em paciente assintomático; isso contraria o princípio de que é preciso investigar lesão de órgão-alvo e, na emergência hipertensiva, monitorizar continuamente.
B
Errada
Incorreta porque marca como verdadeira a 1ª assertiva e como falsas a 2ª e a 4ª. A 1ª é falsa, pois nem toda crise hipertensiva exige redução rápida. A 2ª é verdadeira, já que dano agudo a órgão-alvo define emergência hipertensiva e favorece tratamento intravenoso sob monitorização. A 4ª também é verdadeira, porque na urgência hipertensiva, sem lesão aguda de órgão-alvo, a redução deve ser gradual com medicação oral em 24–48 horas.
C
Errada
Incorreta porque inverte o valor da 2ª e da 3ª assertivas. A 2ª é verdadeira: a presença de lesão aguda de órgão-alvo é precisamente o que caracteriza emergência hipertensiva e determina tratamento IV monitorizado. A 3ª é falsa: estar assintomático não exclui necessidade de avaliação dirigida para dano orgânico, nem elimina a importância da monitorização quando o quadro for uma emergência.
D
Certa
A alternativa D está correta porque aplica o divisor clínico essencial das crises hipertensivas. A 1ª assertiva é falsa: não se reduz rapidamente a pressão em toda crise hipertensiva, pois na urgência hipertensiva a queda deve ser gradual, e redução abrupta pode comprometer a perfusão cerebral, coronariana e renal. A 2ª é verdadeira: dano agudo a órgão-alvo define emergência hipertensiva e exige tratamento parenteral titulável com monitorização contínua. A 3ª é falsa: ausência de sintomas não autoriza dispensar monitorização e avaliação, porque o ponto decisivo é excluir lesão de órgão-alvo, e nas emergências a monitorização é obrigatória. A 4ª é verdadeira: na urgência hipertensiva, sem lesão aguda de órgão-alvo, o manejo pode ser feito com anti-hipertensivos orais e redução progressiva da pressão ao longo de 24–48 horas.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre pressão muito alta e emergência hipertensiva. O erro é tratar toda crise hipertensiva como situação de redução rápida e venosa, quando o critério decisivo é a presença de lesão aguda de órgão-alvo.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de pensar no fármaco, classifique o quadro: há ou não lesão aguda de órgão-alvo.
  • Se houver dano agudo a órgão-alvo, pense em emergência hipertensiva: via intravenosa, redução controlada e monitorização contínua.
  • Se não houver dano agudo a órgão-alvo, pense em urgência hipertensiva: via oral e redução gradual em 24–48 horas.
  • Não use ausência de sintomas como critério para banalizar o quadro; o ponto técnico é a presença ou ausência de lesão aguda de órgão-alvo.

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