A Miastenia Gravis (MG) é uma doença autoimune da junção ne...
Com base nos diferentes subtipos da doença e nos anticorpos detectados, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda a Miastenia Gravis (MG) e a relação entre os subtipos clínicos e a presença de autoanticorpos específicos, ponto muito explorado em concursos para médicos.
Justificativa da alternativa correta (B): Pacientes com anticorpos anti-MuSK (Muscle-Specific Kinase) apresentam frequentemente um quadro clínico marcado por fraqueza bulbar proeminente (dificuldade para falar, engolir e mastigar), além de possível fraqueza respiratória. O envolvimento ocular é, em geral, menos predominante que em pacientes com anticorpos anti-AChR.
Esse padrão clínico é confirmado pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Miastenia Gravis do Ministério da Saúde, onde se destaca: “O segundo anticorpo mais frequente é o anti-MuSK (7%), associado a casos de início bulbar, piora respiratória e menor predominância de sintomas oculares.” (p. 5-6).
Análise das alternativas incorretas:
A) O anti-AChR está presente em cerca de 85% dos casos generalizados, e não em mais de 95%. A banca pode tentar confundir ao superestimar a frequência desses anticorpos, um detalhe importante para diferenciar questões similares.
C) A detecção de anticorpos anti-LRP4 é clinicamente relevante. Pacientes com esse anticorpo podem apresentar diferentes manifestações clínicas e resposta variável ao tratamento, o que torna incorreta a afirmação de irrelevância clínica.
D) A timectomia não é considerada tratamento de escolha para pacientes com MG associada a anticorpos anti-MuSK. Esses pacientes geralmente não apresentam relação com timoma e a resposta à timectomia é limitada, sendo as principais indicações restritas a pacientes com autoanticorpo anti-AChR.
E) A ausência do anti-AChR não exclui MG, visto que há subtipos soronegativos e outros anticorpos podem estar presentes, como anti-MuSK e anti-LRP4. Diretrizes e literatura clássica (ex: Harrison’s) reforçam que o diagnóstico é clínico, e os exames complementares subsidiam sem excluir o quadro.
Estratégias de prova: Atenção para supervalorização de percentuais, termos absolutos (“exclui”, “sempre”) e o conhecimento dos fenótipos clínicos associados aos diferentes autoanticorpos. Saber detalhes de protocolos oficiais reforça sua segurança na resolução.
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