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Dentre as avaliações clínicas para pneumectomia, tem-se os exames que predizem a função pulmonar no pós-operatório, o que apresenta melhor avaliação da morbi-mortalidade pós-operatória é:
Gabarito comentado
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Tema central: Esta questão aborda a avaliação pré-operatória da função pulmonar em pacientes candidatos à pneumectomia. A escolha do exame correto visa estimar o risco de complicações e mortalidade após remoção de um pulmão inteiro, o que exige método com alta acurácia na previsão da tolerância funcional no pós-operatório.
Justificativa da alternativa correta (C - Difusão de CO – DLCO):
O teste de capacidade de difusão do monóxido de carbono (DLCO) mede a eficiência da transferência de gases nos alvéolos pulmonares para o sangue. Uma DLCO reduzida (< 40% do previsto) indica alto risco de complicações pulmonares graves e mortalidade após ressecção extensa, como pneumectomia.
Segundo o UpToDate: "A capacidade de difusão de monóxido de carbono (DLCO) é um forte preditor de complicações após pneumectomia e deve ser incluída na avaliação pré-operatória".
Análise das alternativas incorretas:
A) Gasometria arterial – Avalia trocas gasosas atuais, mas não prevê capacidade funcional residual após ressecção pulmonar. Não quantifica reserva funcional.
B) Prova de função pulmonar (espirometria) – Mede volumes e fluxos respiratórios (principalmente VEF1), importante no pré-operatório, mas isoladamente não prediz morbi-mortalidade com tanta precisão quanto a DLCO. Pode ser normal em doenças restritivas iniciais.
D) Escala de dispneia (MRC) – É subjetiva, baseada em percepção do paciente. Não quantifica previsão de complicações ou reserva real pulmonar.
E) Cintilografia ventilação-perfusão – Importante para calcular função pulmonar residual prevista, sobretudo em lobectomias, mas não substitui a DLCO na predição de troca gasosa pós-operatória.
Estratégia de prova: Atenção ao termo “melhor avaliação da morbi-mortalidade pós-operatória”, indicando necessidade de seleção do exame com maior valor preditivo para complicações graves, não apenas avaliação funcional geral.
Referência: Conforme o Manual de Cirurgia de Sabiston (cap. 45), “A avaliação da DLCO deve ser rotina em todos os candidatos à ressecção pulmonar extensa[…] sua redução é indicador importante de risco perioperatório”.
Conclusão: DLCO é o preditor isolado mais confiável para risco de morbi-mortalidade após pneumectomia.
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