Sartre chamou de consciência posicional o que difere um ser-...
Assinale a opção que apresenta a imagem que melhor caracteriza as noções descritas no texto acima.
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
O Grito, de Edvard Munch (1893). Obra expressionista que evoca desespero existencial. Dor e angústia também são algumas das interpretações a respeito do quadro.
No ensaio “O existencialismo é um humanismo”, Sartre cria uma metáfora simples para ilustrar como o ser-humano (ser-para-si) se relaciona com a realidade (ser-em-si):
“O homem está no mundo como o verme na maçã.”
O que ele quer dizer com isso?
- Interioridade inevitável – Assim como o verme não fica na casca, mas vive dentro da maçã, nós nunca estamos “fora” do mundo: fazemos parte dele por dentro, mergulhados em seu “miolo” de fatos, coisas e situações.
- Falta de visão total – O verme não enxerga a forma completa da maçã; ele só percebe os túneis que cava. Analogamente, nossa consciência só apreende recortes da realidade a partir de nossos projetos, necessidades e pontos de vista – nunca a totalidade objetiva.
- Abertura de caminhos – Ao escavar, o verme desenha a maçã por dentro; do mesmo modo, a cada escolha o ser-humano traça um percurso que dá sentido ao mundo à sua volta. É a consciência posicional (consciência-de-algo) que “organiza” o ser-em-si segundo valores e fins que ela mesma estabelece.
- Contingência e angústia – Tanto o verme quanto o homem estão ali sem justificativa pré-dada: nenhum de nós pediu para existir no interior desse “fruto” chamado mundo. Reconhecer essa contingência produz a sensação de angústia que Sartre explora em A Náusea.
A imagem do verme na maçã enfatiza que:
- estamos lançados dentro de um mundo já dado;
- só podemos experienciá-lo a partir de dentro, por meio de nossos projetos;
- e damos forma (ou sentido) ao mundo enquanto nos movemos nele, mas sem nunca escapar à sua exterioridade bruta.
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo