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Q1673207 Português
A hora é de somar, não de excluir (editorial)

“A união faz a força” é um provérbio muito conhecido e facilmente compreensível. Com palavras simples e clareza solar, ele expõe uma verdade que ninguém ousa contestar: a importância de trabalhar em conjunto para conquistar grandes resultados. [...] 
Nada mais apropriado do que lembrar o óbvio quando se vive um momento de estresse como o que o mundo atravessa. Impõe-se somar e multiplicar, nunca subtrair e dividir. Presidente, governadores, prefeitos e demais responsáveis pela administração da pandemia precisam se entender a fim de chegar a um denominador comum. Qual é a hora certa de relaxar o confinamento para evitar o colapso da economia?
Vale lembrar que "não se trata de jabuticaba" a preocupação com as consequências da redução drástica da atividade econômica. Donald Trump, que comanda a maior potência do planeta, tem revelado apreensão com o prolongamento da crise que reduz abrupta e drasticamente a circulação de pessoas e, com isso, causa prejuízos ainda incalculáveis a setores como serviços e comércio.
O presidente Jair Bolsonaro revela a mesma angústia. É natural. É natural, também, a busca de consensos. A questão não se resume à alternativa saúde ou economia. A questão é aditiva: saúde e economia. A dinâmica sanitária deve conviver com a dinâmica econômica e com as diferenças regionais.
Definir a estratégia para adicionar em vez de excluir exige a participação de todos. O verbo é cooperar. Entre as diferentes vozes – da saúde, da economia, da política, da sociologia – uma deve falar mais alto. É a voz da ciência. A vida está acima de tudo. A Associação de Medicina Intensiva Brasileira disse que apoiará ações do governo para a liberação da quarentena “no momento correto”.
Qual é a hora certa? O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, disse que vai começar hoje [27/03] a flexibilização da quarentena. Em 15 dias, segundo ele, a vida estará normalizada. Espera-se que a decisão − dele e dos demais chefes do Executivo – seja guiada por critérios técnicos, não eleitoreiros.

(A HORA é de somar, não de excluir. Editorial. Adaptado. Disponível em: https://bit.ly/2WjS00D)
Leia o texto 'A hora é de somar, não de excluir (editorial)' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo: I. A pergunta feita no trecho “Qual é a hora certa de relaxar o confinamento para evitar o colapso da economia?” é respondida no final do texto, quando é sugerido que as atividades econômicas voltem paulatinamente. II. No último parágrafo do texto, há uma sugestão para a flexibilização da quarentena, iniciada pelo prefeito do Rio e que, segundo o texto, segue princípios técnicos em detrimento de uma visão eleitoreira. III. Apesar de posicionar-se a favor do discurso da ciência (“voz da ciência”) e da preservação da vida, o editorial apresenta a angústia do presidente da república brasileira, rotulando-a como natural. Entretanto, o texto reforça a necessidade de a dinâmica sanitária conviver com a dinâmica econômica e com as diferenças regionais.
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A questão apresentada aborda a interpretação de texto. A análise das afirmativas exige atenção ao contexto apresentado no editorial, que discute a necessidade de colaboração entre diferentes esferas de governo e a importância de equilibrar saúde e economia.

A seguir, faremos uma análise detalhada de cada afirmativa:

I. Afirmativa: "A pergunta feita no trecho 'Qual é a hora certa de relaxar o confinamento para evitar o colapso da economia?' é respondida no final do texto, quando é sugerido que as atividades econômicas voltem paulatinamente."

Análise: O texto não sugere explicitamente que as atividades voltem de forma gradual. A menção ao prefeito do Rio de Janeiro indica a intenção de começar a flexibilização da quarentena, mas não estabelece um cronograma ou método para o retorno das atividades econômicas. Portanto, esta afirmativa está incorreta.

II. Afirmativa: "No último parágrafo do texto, há uma sugestão para a flexibilização da quarentena, iniciada pelo prefeito do Rio e que, segundo o texto, segue princípios técnicos em detrimento de uma visão eleitoreira."

Análise: O texto menciona a decisão do prefeito do Rio de iniciar a flexibilização, mas afirma que se espera que a decisão seja guiada por critérios técnicos, sem afirmar categoricamente que isso realmente ocorre. A afirmativa sugere uma certeza não presente no texto, portanto, está incorreta.

III. Afirmativa: "Apesar de posicionar-se a favor do discurso da ciência ('voz da ciência') e da preservação da vida, o editorial apresenta a angústia do presidente da república brasileira, rotulando-a como natural. Entretanto, o texto reforça a necessidade de a dinâmica sanitária conviver com a dinâmica econômica e com as diferenças regionais."

Análise: Esta afirmativa reflete corretamente o conteúdo do texto, que equilibra as preocupações econômicas e sanitárias, destacando a importância da ciência na tomada de decisões. O texto confirma a coexistência necessária entre saúde e economia. Portanto, esta afirmativa é correta.

Conclusão: Apenas a afirmativa III está correta, o que torna a alternativa B a resposta certa.

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