Para um receptor que perdeu o enxerto renal devido à nefropa...

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Q3835446 Medicina
Para um receptor que perdeu o enxerto renal devido à nefropatia por BK vírus e é elegível para retransplante, qual é uma condição prévia importante? 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A diretriz internacional de 2024 para BK polyomavirus em transplante renal recomenda retransplante em pacientes elegíveis após perda do enxerto por BKPyV-nephropathy, desde que a BKPyV-DNAemia esteja resolvida antes do novo transplante. No caso descrito, essa é a condição prévia relevante, o que torna correta a alternativa C.

Tema central: Retransplante após BKPyVAN
Análise das alternativas
A
Errada
Errada. Nefrectomia do enxerto perdido não é condição prévia rotineiramente exigida nesse contexto. A base afirma, com apoio da diretriz de 2024, que a nefrectomia de rotina não é recomendada quando a BKPyV-DNAemia está indetectável. O erro da alternativa é transformar uma medida não obrigatória em requisito universal.
B
Errada
Errada. Não existe exigência de intervalo mínimo fixo de 1 ano para retransplante após perda do enxerto por BKPyVAN. O determinante reconhecido é o controle da replicação viral, expresso pela resolução da BKPyV-DNAemia, além da elegibilidade clínica do receptor. A alternativa falha por trocar um critério virológico objetivo por um prazo arbitrário.
C
Certa
A alternativa C está correta porque, nesse cenário, o critério prévio reconhecido é a ausência de BKPyV-DNAemia detectável. Isso diferencia C das demais opções: não se exige nefrectomia rotineira do enxerto perdido, não há intervalo fixo obrigatório de 1 ano, plasmaférese não integra o preparo padrão e soroconversão anti-BK não é critério validado para liberar o retransplante.
D
Errada
Errada. Plasmaférese não faz parte da preparação padrão para retransplante após perda do enxerto por nefropatia por BK vírus. Pela base, plasmaférese pertence a cenários imunológicos como dessensibilização ou rejeição mediada por anticorpos, não ao manejo pré-retransplante de BKPyVAN. Aqui, seu uso seria tecnicamente inadequado por confundir infecção viral com problema humoral.
E
Errada
Errada. Soroconversão para BK vírus não é critério validado para liberar retransplante. A base é explícita em dizer que sorologia anti-BK não constitui medida clínica aprovada para definir segurança ou elegibilidade nesse cenário. O critério operacional é molecular, pela DNAemia, e não sorológico.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre marcador virológico útil e exigências intuitivas, como nefrectomia do enxerto antigo, prazo fixo de espera ou sorologia. O ponto real é que o critério prévio reconhecido é BKPyV-DNAemia resolvida.
Dica para questões semelhantes
  • Em retransplante após perda do enxerto por BKPyVAN, procure o critério de atividade viral: a referência prática é a BKPyV-DNAemia.
  • Não transforme nefrectomia do enxerto perdido em regra geral; a base diz que ela não é recomendada rotineiramente quando a DNAemia está indetectável.
  • Desconfie de alternativas com prazo fixo obrigatório se a base do problema estiver em controle virológico e elegibilidade clínica.
  • Não substitua monitorização molecular por sorologia anti-BK na decisão de retransplante.

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