Qual é a aplicação clínica emergente e recomendada para o mo...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3835429 Medicina
Qual é a aplicação clínica emergente e recomendada para o monitoramento da imunidade celular específica para citomegalovírus (CMV) em receptores de transplante renal? 
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: D

Fundamento decisivo: O monitoramento da imunidade celular específica para CMV em receptores de transplante renal tem uso emergente como ferramenta de estratificação de risco pós-transplante; não substitui sorologia pré-transplante nem QNAT/PCR. Entre as alternativas, a única que traduz essa aplicação clínica é a personalização da duração da profilaxia antiviral.

Tema central: Imunidade celular anti-CMV
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. A sorologia de CMV do doador e do receptor permanece a base da estratificação de risco pré-transplante. O teste de imunidade celular não mede exposição prévia; ele mede competência imune funcional pós-transplante. Portanto, não substitui o sorostatus D/R, que continua sendo o critério clássico de risco antes do transplante.
B
Errada
Incorreta. A escolha entre profilaxia universal e terapia preemptiva continua dependente principalmente do sorostatus D/R, do tipo de órgão transplantado, da intensidade da imunossupressão e do protocolo do centro. A imunidade celular pode complementar a estratificação, mas a base afirma que ela não é o principal fator padronizado para essa decisão inicial.
C
Errada
Incorreta. O monitoramento da imunidade celular anti-CMV não detecta replicação viral nem presença de doença invasiva; ele é marcador de risco imunológico futuro. Diagnóstico de infecção ou doença por CMV depende de avaliação clínica, métodos virológicos como QNAT/PCR e, quando aplicável, histopatologia. Portanto, não diagnostica doença invasiva mais rapidamente que o QNAT.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o teste de imunidade celular anti-CMV avalia a capacidade do hospedeiro de controlar o vírus e pode orientar se a profilaxia antiviral deve ser interrompida mais cedo ou prolongada em pacientes selecionados. A base sustenta essa utilidade como emergente e recomendada sobretudo em receptores soropositivos e cenários de maior risco imunológico, sem extrapolar sua aplicação para todos os transplantados renais.
E
Errada
Incorreta. A eficácia do tratamento do CMV é acompanhada por parâmetros virológicos e clínicos, especialmente queda da carga viral por NAT/PCR e evolução do quadro. A base é explícita ao dizer que o teste de imunidade celular não é método validado para monitorização da resposta terapêutica em tempo real e não substitui a monitorização virológica.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre um teste prognóstico de competência imune e testes que medem exposição prévia ou presença de vírus. O erro é tratar imunidade celular anti-CMV como substituta de sorologia pré-transplante ou de PCR/NAT, quando seu papel mais sustentado é ajustar a profilaxia pós-transplante em grupos selecionados.
Dica para questões semelhantes
  • Separe a função de cada ferramenta: sorologia estratifica risco pré-transplante, PCR/NAT detecta e quantifica vírus, e imunidade celular estima capacidade do hospedeiro de controlar o CMV.
  • Se a pergunta trouxer 'aplicação emergente' do teste de imunidade celular anti-CMV, pense primeiro em estratificação de risco pós-transplante e personalização da duração da profilaxia.
  • Não atribua ao teste de imunidade celular papel de diagnóstico de doença invasiva nem de monitorização virológica de tratamento.
  • Lembre que a utilidade prática mais respaldada na base aparece sobretudo em receptores soropositivos e cenários selecionados, não de forma uniforme para todos os perfis.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo