Em relação às alterações eletrocardiográficas no teste ergom...
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Tema central: A questão aborda o infradesnivelamento do segmento ST no teste ergométrico, critério central para detecção de isquemia miocárdica induzida pelo esforço. É fundamental conhecer que, no contexto de risco cardiovascular, a morfologia, a magnitude e o contexto clínico determinam a relevância do achado eletrocardiográfico.
Justificativa da alternativa correta (E): O infradesnivelamento com morfologia ascendente é considerado sugestivo de isquemia quando atinge ≥ 1,5 mm em indivíduos com risco moderado ou alto para doença coronariana. Segundo as diretrizes brasileiras de ergometria e protocolos do Ministério da Saúde, “infradesnivelamento com morfologia ascendente ≥ 1,5 mm, em indivíduos de risco moderado/alto, é sugestivo de isquemia.” (Portal Afya e Linhas de Cuidado MS). Este critério aumenta a especificidade do exame, evitando falso-positivos em grupos de baixo risco, onde, inclusive, o valor de corte é maior: > 2 mm.
O reconhecimento desse padrão é essencial para o candidato à vaga, pois fundamenta decisões clínicas, como investigação complementar e estratificação do risco, estando bem descrito em obras referenciais como o Manual do Teste Ergométrico (SBC) e no Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta: O infradesnível de ST com convexidade superior classifica-se como “padrão descendente” ou “horizontal” e está fortemente associado a isquemia obstrutiva, ao contrário do que afirma.
B) Incorreta: A presença de sobrecarga de VE pode dificultar a interpretação do ST, pois gera alterações basais que se confundem com alterações isquêmicas, sendo motivo frequente de falsos positivos.
C) Incorreta: O infradesnivelamento horizontal ou descendente é clássico critério de positividade do teste, de alta sensibilidade e especificidade, recomendada como padrão ouro nas principais diretrizes.
D) Incorreta: As alterações isoladas da onda T (inversões, pseudonormalizações) não são consideradas critérios de positividade aceitos no teste ergométrico, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC 2013, p. 7).
Estratégia de prova: Atenção à morfologia e valor de corte do segmento ST; pegadinhas costumam misturar critérios aceitos e controversos, bem como ignorar o contexto clínico do paciente.
Referência normativa: “Considera-se sugestivo de isquemia o infradesnivelamento do ST com morfologia ascendente ≥ 1,5 mm em risco moderado/alto, ou >2 mm em baixo risco.” (Diretriz Brasileira de Ergometria/SBC)
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