Paciente, 40 anos, diabético, foi submetido à cirurgia de re...
Sobre o uso do teste ergométrico em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) O teste deve ser realizado anualmente, independente dos sintomas.
( ) O paciente será classificado em alto risco se o escore calculado for igual a –12 (menos doze).
( ) Pode-se aplicar o escore de Duke, sendo codificado o valor 1 para a angina apresentada pelo paciente.
( ) A análise do infradesnivelamento para uso no escore de Duke pode ser feita em qualquer derivação, exceto avR.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Gabarito comentado
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Gabarito: Alternativa A) F V F V
Tema central: O exame aborda estratificação de risco e manejo de pacientes pós-revascularização miocárdica com foco no uso do Teste Ergométrico e do Escore de Duke, fundamentais em Cardiologia.
Justificativa para cada assertiva:
1) Falsa: Não existe recomendação de teste ergométrico anual rotineiro para todos os pacientes revascularizados, sobretudo assintomáticos. A Diretriz Brasileira de Ergometria (2024) ressalta: “A indicação deve ser individualizada, de acordo com sintomas e fatores de risco.” Fazer exames de rotina sem critérios pode expor o paciente a riscos desnecessários e não agrega valor prognóstico.
2) Verdadeira: Segundo as Diretrizes da SBC, “pacientes com escore de Duke ≤ -11 são classificados como alto risco”. Portanto, escore de -12 enquadra o paciente nessa categoria. Isso tem impacto direto no manejo e seguimento, exigindo abordagem agressiva do risco cardiovascular.
3) Falsa: No Escore de Duke, o índice de angina é codificado: 0 (sem angina), 1 (angina não limitante), 2 (limitante). Neste caso clínico, o sintoma limitou o exame (“angina típica, limitando de imediato o exame”): deve ser lançado valor 2, não 1.
4) Verdadeira: Para calcular o desnível do segmento ST no escore de Duke, todas as derivações são consideradas, exceto aVR, como destaca a II Diretriz SBC de Teste Ergométrico: “A derivação aVR é excluída da análise por não refletir isquemia miocárdica relevante”.
Estratégias de prova:
Palavras como “independente dos sintomas” frequentemente indicam pegadinha. Atenção à codificação do índice de angina e aos pontos técnicos nas fórmulas (como exclusão de aVR no ST). Interpretar sempre as diretrizes de sociedades reconhecidas, como SBC, e não confiar em recomendações generalistas.
Esse padrão de análise é crucial em provas para evitar erros por detalhes técnicos.
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