Paciente portador de insuficiência cardíaca a congestiva pod...
A alternativa preenche, correta e sequencialmente, as lacunas do trecho acima é
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Tema central: A questão explora teste de exercício cardiopulmonar (TECP) e a avaliação do limiar anaeróbico (LA) em portadores de insuficiência cardíaca (IC), além do prognóstico pela inclinação VE/VCO₂.
Explicação essencial: O TECP é fundamental para avaliar capacidade funcional e prognóstico na IC. O LA marca o ponto no exercício onde a produção de ácido láctico se eleva, com repercussão clínica direta na prescrição e manejo.
1ª lacuna: O método das trocas gasosas (ou método V-slope) é o mais indicado para identificar com precisão o LA em pacientes com IC, pois avalia a relação entre consumo de O₂ e produção de CO₂, independente das oscilações ventilatórias. Isso ocorre porque, em pacientes com IC, as oscilações ventilatórias são mais comuns e atrapalham o método tradicional ventilatório, dificultando a precisão.
2ª lacuna: O método das trocas gasosas tem menor influência das oscilações ventilatórias. Isso é destacado pelas diretrizes brasileiras de ergometria (2024), que recomendam o V-slope na IC por ser menos vulnerável a flutuações respiratórias.
3ª lacuna: Em relação ao prognóstico, quanto maior a inclinação VE/VCO₂ (associada a hiperexcitabilidade ventilatória), padrão muito comum na IC, pior o prognóstico. Uma inclinação ≥34 já é marcador de maior risco, segundo os consensos nacionais e internacionais.
Justificativa da alternativa C (correta):
“trocas gasosas / menor / maior” é a única opção que reflete corretamente:
– O método mais adequado e acurado para o LA (trocas gasosas/V-slope);
– Este método reduz interferência das oscilações;
– Inclinação VE/VCO₂ maior = pior prognóstico.
Análise das alternativas incorretas:
A e B) Usam “ventilatório”: em IC, o método ventilatório sofre mais interferência das oscilações respiratórias.
D) Usa “maior influência” das oscilações – incorreto, pois o objetivo é justamente minimizar.
E) Erra ao dizer que inclinação VE/VCO₂ menor piora prognóstico (é o oposto do habitual na prática e nas diretrizes).
Dica de prova: Em contexto de IC, sempre avalie qual método oferece maior precisão fisiológica e os valores prognósticos dos principais parâmetros.
Referências:
– Diretriz Brasileira de Ergometria em População Adulta – 2024.
– Diretriz de Reabilitação Cardíaca, ABC (2005).
Resumo: Métodos de trocas gasosas são preferíveis para avaliar limiar anaeróbico em IC, devido a menor influência de oscilações ventilatórias; inclinação VE/VCO₂ aumentada indica pior prognóstico.
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