Mariana, 16 anos, está em acompanhamento com o pediatra par...

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Q3906045 Medicina
Mariana, 16 anos, está em acompanhamento com o pediatra para uma doença autoimune crônica grave que exige o uso contínuo de imunossupressores. Durante o momento da consulta a sós, a adolescente confidencia que tem se sentido profundamente deprimida e relata pensamentos recorrentes de “desaparecer” (ideação suicida). Além disso, ela admite que parou de tomar a medicação imunossupressora há três semanas, pois não via mais sentido no tratamento. Mariana implora ao médico que não revele nada aos seus pais, que são muito rígidos e, segundo ela, “não entenderiam e só fariam tudo piorar”, o que a levaria a um quadro de maior desespero. Considerando as orientações éticas e legais para o atendimento de adolescentes que possuem capacidade de discernimento e as condições para quebra ou manutenção do sigilo médico, qual deve ser a conduta do pediatra?  
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