O ano de 2021 foi uma amostra e um aviso de que a crise
hídrica não é uma “teoria da conspiração”. Regiões do Brasil
sofrem com a falta de chuvas e o baixo nível de água nos
reservatórios, gerando uma seca histórica no país que não afeta
apenas a economia e o agronegócio. A falta de água também
causa efeitos negativos na saúde da população.
Em 2021, o Brasil experimentou uma mínima parcela do
que é viver em uma crise hídrica. Estima-se que, pelo Planeta,
771 milhões de pessoas têm dificuldade de acessar água segura
e cerca de 1 milhão foi vítima de doenças ligadas à dificuldade de
acesso e à qualidade da água, como a hidratação, o saneamento
básico e a higiene.
A falta de água prejudica os cuidados de limpeza, tão
importantes durante o combate de uma doença, por exemplo.
Durante a pandemia de Covid-19, a crise hídrica afetou as
condições de cuidado e de sanitização de famílias pelo mundo
todo, sendo a escassez de água segura um problema no combate de outros tipos de doença também.
De acordo com a Water.org, o acesso à água potável e ao
sabonete poderia prevenir, anualmente, a morte de cerca de 290
mil crianças de até cinco anos de idade. A dificuldade para a
higienização potencializa a contaminação de pessoas com sistema imunológico debilitado ou menos desenvolvido.
Além dos efeitos gerados pela higienização da água, existem outros riscos envolvendo diretamente o crescimento das
crianças e da crise hídrica, pois água potável e segura é um
elemento fundamental no desenvolvimento infantil. Então, na
falta dela, algumas doenças podem se tornar mais recorrentes,
como a febre tifoide, a diarreia e a desidratação. Estima-se que
a cada dois minutos uma criança morre por uma doença transmitida via água contaminada.
Além disso, a diarreia, diretamente associada ao consumo
contaminado, está entre as três doenças que mais mata
crianças. De acordo com o Water.org, cerca de 160 milhões de
crianças sofrem de nanismo ou má nutrição decorrente da falta
de acesso à água potável e segura.
(Water.org. Jornal da USP. Associação Paulista para o Desenvolvimento
da Medicina. Engie. Agência Social de Notícias. Summit Saúde 2022.
Estadão, 22 mar. 2022. Disponível em: https://summitsaude.estadao.
com.br/desafios-no-brasil/por-que-a-crise-hidrica-afeta-a-saudepublica/. Fragmento.)
“Então, na falta dela, algumas doenças podem se tornar mais
recorrentes, como a febre tifoide, a diarreia e a desidratação.”
(5º§). Em relação à organização desse período, assinale a afirmativa INCORRETA.
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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