Considere as seguintes decisões de governo em um mercado com...
I. Implantar controle de preço abaixo do equilíbrio de mercado para o produto X, que apresenta demanda inelástica; е
II. Fixação de preço do produto Y acima do equilíbrio.
Considerando tais decisões,
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Resposta: A
Comentário do Gemini:
"Quando o governo fixa um preço máximo abaixo do preço de equilíbrio para o Produto X:
- Escassez: A quantidade demandada supera a quantidade ofertada ($Qd > Qs$).
- Peso Morto (Deadweight Loss): Como a quantidade efetivamente transacionada no mercado cai (fica limitada àquilo que os produtores estão dispostos a ofertar pelo preço baixo), surge o peso morto.
- Impacto no Consumidor: Embora o preço seja menor, a quantidade disponível é reduzida. O peso morto para o consumidor ocorre porque ele deixa de consumir unidades que valorizava acima do custo marginal de produção. Mesmo com demanda inelástica, a restrição na oferta gera essa perda de bem-estar."
I. Implantar controle de preço abaixo do equilíbrio de mercado para o produto X, que apresenta demanda inelástica; е
preço abaixo do equilíbrio = gera peso morto
demanda INelástica = imposto recai sobre o consumidor
A questão aborda os impactos na eficiência de mercado (geração de peso morto) quando o governo interfere em mercados competitivos através da fixação de preços (teto e piso).
Para resolver a questão, vamos analisar os dois cenários:
- Cenário I (Produto X): O governo implanta um controle de preço abaixo do equilíbrio. Isso é um preço teto. O preço menor estimula a demanda, mas desestimula a oferta. A quantidade efetivamente comercializada cai, sendo ditada pela quantidade ofertada (que é menor que a de equilíbrio). Isso gera escassez e peso morto. Como a demanda é inelástica (curva muito inclinada), os consumidores dão muito valor às unidades que deixaram de ser produzidas.
- Cenário II (Produto Y): O governo fixa o preço acima do equilíbrio. Isso é um preço piso. O preço maior estimula a oferta, mas desestimula a demanda. A quantidade comercializada também cai, sendo ditada agora pela quantidade demandada. Isso gera excesso de oferta e peso morto.
Lembre-se da regra de ouro do peso morto: ele ocorre por causa das unidades que deixaram de ser transacionadas. Como as políticas de teto e piso reduzem a quantidade negociada, o peso morto se localiza sempre à esquerda da quantidade de equilíbrio original, sendo a área entre as curvas de oferta e demanda.
A) Correta. Como a demanda pelo produto X é inelástica, a sua curva de demanda é bastante íngreme. O preço teto reduz a quantidade ofertada e, consequentemente, a quantidade consumida. O peso morto do consumidor é a área abaixo da curva de demanda e acima do preço de equilíbrio original, correspondente às unidades que não são mais produzidas. Devido à inclinação acentuada da demanda inelástica (os consumidores estariam dispostos a pagar muito caro por essas unidades escassas), a "altura" desse triângulo de perda é muito grande, tornando o peso morto para o consumidor bastante relevante ou expressivo.
B) Incorreta. Sempre haverá peso morto para o produtor quando se fixa um preço teto efetivo (abaixo do equilíbrio). O produtor é forçado a vender seu produto por um preço menor e reduz a quantidade produzida, perdendo excedente do produtor que não é transferido para ninguém (essa perda é exatamente o seu peso morto).
C) Incorreta. Ao fixar o preço de Y acima do equilíbrio (preço piso), a quantidade demandada cai. Os consumidores pagam mais caro e consomem menos. A perda de excedente do consumidor referente às unidades que eles deixam de comprar (porque ficaram muito caras) constitui o peso morto do consumidor. Logo, haverá peso morto para ele.
D) Incorreta. Tanto no preço teto quanto no preço piso, a quantidade efetivamente transacionada no mercado é reduzida em relação ao equilíbrio competitivo. Portanto, o triângulo que representa o peso morto (seja do produtor ou do consumidor) é medido sempre à esquerda do ponto de equilíbrio, no intervalo entre a nova quantidade restrita e a quantidade de equilíbrio original.
E) Incorreta. O excedente do consumidor (e qualquer perda a ele associada, como o peso morto) é conceitualmente medido como a diferença entre a disposição a pagar e o preço efetivo. Graficamente, essa área fica sempre abaixo da curva de demanda (que representa a disposição a pagar) e acima do preço, nunca "acima da curva de demanda".
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