A Degeneração Lobar Frontotemporal (DLFT) é a segunda causa...

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Q3913094 Patologia
A Degeneração Lobar Frontotemporal (DLFT) é a segunda causa mais comum de demência pré-senil (início < 65 anos), apresentando-se clinicamente como variante comportamental (bvFTD) ou como Afasia Progressiva Primária (APP). Sobre a patologia molecular subjacente à DLFT, analise as afirmativas a seguir.

I.A DLFT é patologicamente heterogênea, classificada com base na proteína anormal acumulada. Os dois principais subgrupos são DLFT-Tau (acumulação de proteína Tau hiperfosforilada, como na Doença de Pick) e DLFT-TDP (acumulação da proteína TDP-43).
II.A variante comportamental da DFT (bvFTD) está quase exclusivamente associada à patologia DLFT-Tau, enquanto as Afasias Progressivas Primárias estão associadas à patologia DLFT-TDP.
III.Mutações no gene C9orf72 (expansão hexanucleotídica) e no gene da Progranulina (GRN) são causas genéticas comuns de DLFT, e ambas estão associadas à patologia DLFT-TDP (TDP-43).

Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A DLFT é definida neuropatologicamente pela proteína agregada, com FTLD-tau e FTLD-TDP como principais subgrupos; por isso a I é correta. Além disso, mutações/expansões em GRN e C9orf72 se associam tipicamente à FTLD-TDP, tornando a III correta. A II é falsa porque bvFTD e APP não têm correlação quase exclusiva com um único substrato molecular.

Tema central: Heterogeneidade molecular da DLFT
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque inclui a afirmativa II. O erro médico da II é supor correspondência quase exclusiva entre síndrome clínica e substrato molecular. Isso contraria o conhecimento neuropatológico consolidado: bvFTD pode decorrer de FTLD-tau, FTLD-TDP e outras proteinopatias menos comuns, e as APP também não se restringem à FTLD-TDP.
B
Errada
Incorreta pelo mesmo defeito central: depende da afirmativa II como verdadeira. Em DLFT, o fenótipo clínico isolado não define de forma quase exclusiva se a patologia subjacente é tau ou TDP-43. A classificação clínica não substitui a classificação molecular.
C
Certa
A alternativa C está correta porque reúne apenas I e III. A I está certa: a DLFT é neuropatologicamente heterogênea e seus principais subgrupos são definidos pela proteína anormal acumulada, sobretudo FTLD-tau e FTLD-TDP; a Doença de Pick é exemplo clássico de FTLD-tau. A III também está certa: expansão em C9orf72 e mutações em GRN são causas genéticas frequentes de DLFT e se associam classicamente a inclusões TDP-43. O ponto decisivo é que a classificação molecular é proteica e a base genética citada aponta para FTLD-TDP.
D
Errada
Incorreta porque, embora a afirmativa III esteja correta, a II está errada. A exclusividade proposta na II é o ponto falso: nem bvFTD é quase exclusivamente FTLD-tau, nem APP é genericamente limitada à FTLD-TDP.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre associação frequente e associação quase exclusiva, levando o candidato a trocar correlação clínico-patológica imperfeita por determinismo entre fenótipo clínico e proteína agregada.
Dica para questões semelhantes
  • Em DLFT, primeiro identifique se a questão pede classificação clínica ou neuropatológica; tau e TDP-43 pertencem à classificação molecular.
  • Desconfie de termos como "quase exclusivamente" quando o tema for correlação clínico-patológica em DLFT, porque há sobreposição entre bvFTD, APP e os substratos tau/TDP.
  • Associe C9orf72 e GRN a FTLD-TDP quando a questão cobrar genética da DLFT.
  • Se a alternativa citar tau e TDP-43 como principais subgrupos, isso é compatível com a heterogeneidade molecular da DLFT, mesmo existindo subgrupos menos comuns.

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