Paciente de 30 anos com amenorreia secundária há 9 meses foi...

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Q2633611 Medicina

Paciente de 30 anos com amenorreia secundária há 9 meses foi submetida ao teste da progesterona, cujo resultado foi positivo. Com esse achado, são possíveis causas para a amenorreia da paciente:


I. Síndrome dos ovários policísticos.

II. Síndrome de Asherman.

III. Hiperprolactinemia.


Quais estão corretas?

Alternativas

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Tema central da questão: A questão explora a correta compreensão e interpretação do teste da progesterona na investigação de amenorreia secundária. É fundamental que o médico saiba que o teste avalia a presença de estrogênio e a integridade do trato genital interno, sendo crucial para o diagnóstico diferencial.

Justificativa da alternativa correta (D – Apenas I e III): O teste da progesterona positivo indica que a paciente possui níveis estrogênicos adequados e cavidade uterina pérvia, pois há sangramento após a administração do progestágeno. Isso sugere que a amenorreia ocorre por anovulação e não por ausência de estrogênio ou obstrução genital.

I. Síndrome dos ovários policísticos (SOP): Representa uma das principais causas de anovulação crônica, geralmente com estrogênio preservado. O teste da progesterona costuma ser positivo. Segundo o Ministério da Saúde: “Se houver sangramento após o progestágeno, indica secreção estrogênica adequada” (Protocolos de Atenção Básica: Saúde das Mulheres).

III. Hiperprolactinemia: Também pode causar anovulação com estrogênio produzido de forma basal. Assim, após o teste de progesterona, há sangramento, pois o endométrio está proliferado, confirmando o papel etiológico da hiperprolactinemia em amenorreias com teste positivo.

Análise das alternativas incorretas:

II. Síndrome de Asherman: Consiste em aderências intrauterinas que impedem a descamação do endométrio, caracterizando obstrução da cavidade uterina. O teste da progesterona seria negativo, pois mesmo com estrogênio, o endométrio não responde adequadamente (pegadinha comum!).

Alternativas A, B e C: Incorretas porque desconsideram as bases fisiológicas do teste, atribuindo à SOP, Asherman ou hiperprolactinemia a possibilidade isolada de explicar o quadro – mas somente SOP e hiperprolactinemia estão de acordo com um teste progesterona positivo.

Estratégia de prova e dicas: Ao ver “teste da progesterona positivo”, lembre: só causas anovulatórias com estrogênio presente. Atenção com alternativas citando síndromes associadas à obstrução ou ausência estrogênica: essas não cursam com teste positivo!

Referências principais: Protocolos de Atenção Básica do Ministério da Saúde; MSD Manuals; Williams Ginecologia.

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