Ao associar o sentido pictórico de pentimento ao plano dos p...
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: O critério decisivo é a analogia semântica explicitada pelo próprio texto entre o pentimento pictórico — algo rejeitado, encoberto, mas não apagado — e os projetos pessoais abandonados, descritos como "potencialidades que não foram realizadas". Como o comando pede o elemento comum entre os dois processos, a resposta correta é a alternativa que retoma essa possibilidade não concretizada.
- Quando o enunciado pedir o elemento comum entre dois planos, localize a frase em que o próprio texto explicita a comparação.
- Dê prioridade às expressões definidoras do autor, como "potencialidades que não foram realizadas", e não a associações vagas próximas do tema.
- Elimine alternativas que invertam traços centrais do texto, como trocar "encoberto" e "não apagado" por apagamento definitivo.
- Não use o significado original de uma palavra para responder se o texto constrói um sentido contextual mais preciso.
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Comentários
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Resposta: A
Justificativa: O texto explicita que os pentimentos, na pintura e na vida, são “potencialidades que não foram realizadas”, mas que permanecem como parte da obra/da história pessoal.
RESPOSTA A: os fracassos do presente. Hoje, é fácil esbarrar em espectros do passado: as redes sociais proporcionam reencontros improváveis e, com isso, criam pentimentos artificiais. Por conta da ação das redes, uma história que foi realmente apagada da memória (não apenas encoberta) pode renascer, como se representasse uma grande potencialidade à qual teríamos renunciado. Os falsos pentimentos, revisitados, são pequenas receitas para o desastre.
A alternativa correta é:
✅ A) potencialidade que não foi desenvolvida.
✔ Explicação:
O texto faz uma comparação entre:
- Pentimento na pintura → algo que foi feito, mas depois encoberto, permanecendo como uma possibilidade não concretizada na versão final.
- Vida pessoal → projetos, escolhas e caminhos que poderiam ter acontecido, mas não se realizaram.
O ponto em comum entre os dois é justamente a ideia de:
algo que existiu como possibilidade, mas não foi plenamente desenvolvido ou realizado.
Isso aparece claramente no trecho:
“potencialidades que não foram realizadas, mas que, mesmo assim, integram a nossa história.”
Agora, veja por que as outras estão erradas:
❌ B) ilusão que o tempo apagou em definitivo.
O texto diz o contrário:
os pentimentos não são apagados, mas encobertos e podem até reaparecer.
❌ C) fantasia cuja permanência se sobrepõe aos fatos.
O autor não fala de fantasia, mas de possibilidades reais que existiram.
Além disso, não diz que elas se sobrepõem aos fatos — apenas que permanecem como marcas.
❌ D) forma crítica de atualização do passado.
Não há ideia de “atualização crítica” do passado.
O texto fala de permanência e influência, não de reinterpretação ativa ou crítica.
❌ E) intenção de se redimir dos fracassos.
O texto não trata de redenção.
Pelo contrário, ele diz que os pentimentos muitas vezes atrapalham, funcionando como “maus conselheiros”.
✔ Resumo direto:
O elo entre arte e vida no texto é:
possibilidades que existiram, mas não se concretizaram plenamente.
1º período do 3º parágrafo:
"A vida é abarrotada de caminhos que deixamos de trilhar; são todos pentimentos encobertos, histórias que não se realizaram.[...]"
A
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