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Ano: 2018 Banca: UFTM Órgão: UFTM Prova: UFTM - 2018 - UFTM - Médico/ Área: Preceptoria |
Q1783673 Medicina
Analise o caso a seguir: Paciente feminino, 79 anos, previamente diagnosticada com HAS crônica é atendida na UBS com queixa de turvação visual e cefaleia de forte intensidade. Ao exame físico, encontra-se com hemiplegia inédita em dimidio direito, pressão arterial de 190 x 130 mmHg. Para essa paciente, é CORRETO afirmar:
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Tema central: O caso aborda crise hipertensiva e exige identificar corretamente sua classificação diante de sintomas neurológicos agudos.

Análise clínica: Paciente idosa, hipertensa, com PA de 190x130 mmHg e déficit neurológico agudo (hemiplegia súbita). Esses achados indicam possível Acidente Vascular Encefálico (AVE), logo, lesão aguda de órgão-alvo. Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020, emergência hipertensiva é definida por elevação aguda da PA acompanhada de comprometimento de órgão-alvo, situação que implica risco iminente à vida e necessidade de redução imediata e controlada da PA em ambiente hospitalar.

Justificativa da alternativa CORRETA (B):
A paciente apresenta emergência hipertensiva pois há PA severamente elevada e sintoma sugestivo de lesão aguda do SNC (hemiplegia). Conduta correta: Encaminhamento emergencial para unidade de referência, onde receberá medicação intravenosa e suporte avançado. Isso está descrito na página 42 das Diretrizes: “A emergência hipertensiva requer hospitalização em unidade com monitorização intensiva e controle rigoroso da PA.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Pseudocrise hipertensiva: Incorreto, pois neste diagnóstico não se identificam sinais ou sintomas de lesão aguda de órgão-alvo (cefaleia isolada e ansiedade seriam exemplos, não hemiplegia).

C) Apesar de reconhecer a emergência hipertensiva, nifedipina ou captopril sublingual são contraindicados nessas situações, pois provocam queda abrupta da PA, podendo agravar isquemia cerebral ou outros danos. O correto é baixar a PA de forma controlada e com agentes EV titráveis.

D) Urgência hipertensiva não se aplica: ocorre quando há PA severa sem lesão de órgão-alvo. Neste caso, hemiplegia indica comprometimento de órgão-alvo.

Dica de ouro para concursos: Sempre avalie presença de sintomas neurológicos, cardíacos ou renais agudos diante de crise hipertensiva. Qualquer sinal novo e agudo sugere emergência, não urgência.

Para mais segurança, saiba que ao manipular a PA em AVE agudo, a meta deve ser redução gradual, somente em ambiente hospitalar, conforme diretrizes nacionais e internacionais (UpToDate; Harrison’s, 21ª ed.).

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A paciente em questão apresenta uma emergência hipertensiva, como indicado pela pressão arterial elevada e sintomas graves, como cefaleia intensa e hemiplegia. Uma emergência hipertensiva é uma condição em que a pressão arterial deve ser reduzida rapidamente para evitar danos aos órgãos ou riscos à vida. Nesse caso, a paciente deve ser encaminhada imediatamente para um serviço de emergência para tratamento com medicação endovenosa. As outras alternativas estão incorretas, pois a paciente apresenta sinais de comprometimento de órgãos alvo e não há indicação de pseudocrise hipertensiva ou urgência hipertensiva.

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