Analise o caso a seguir: Paciente feminino, 79 anos, previam...
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Tema central: O caso aborda crise hipertensiva e exige identificar corretamente sua classificação diante de sintomas neurológicos agudos.
Análise clínica: Paciente idosa, hipertensa, com PA de 190x130 mmHg e déficit neurológico agudo (hemiplegia súbita). Esses achados indicam possível Acidente Vascular Encefálico (AVE), logo, lesão aguda de órgão-alvo. Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020, emergência hipertensiva é definida por elevação aguda da PA acompanhada de comprometimento de órgão-alvo, situação que implica risco iminente à vida e necessidade de redução imediata e controlada da PA em ambiente hospitalar.
Justificativa da alternativa CORRETA (B):
A paciente apresenta emergência hipertensiva pois há PA severamente elevada e sintoma sugestivo de lesão aguda do SNC (hemiplegia). Conduta correta: Encaminhamento emergencial para unidade de referência, onde receberá medicação intravenosa e suporte avançado. Isso está descrito na página 42 das Diretrizes: “A emergência hipertensiva requer hospitalização em unidade com monitorização intensiva e controle rigoroso da PA.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Pseudocrise hipertensiva: Incorreto, pois neste diagnóstico não se identificam sinais ou sintomas de lesão aguda de órgão-alvo (cefaleia isolada e ansiedade seriam exemplos, não hemiplegia).
C) Apesar de reconhecer a emergência hipertensiva, nifedipina ou captopril sublingual são contraindicados nessas situações, pois provocam queda abrupta da PA, podendo agravar isquemia cerebral ou outros danos. O correto é baixar a PA de forma controlada e com agentes EV titráveis.
D) Urgência hipertensiva não se aplica: ocorre quando há PA severa sem lesão de órgão-alvo. Neste caso, hemiplegia indica comprometimento de órgão-alvo.
Dica de ouro para concursos: Sempre avalie presença de sintomas neurológicos, cardíacos ou renais agudos diante de crise hipertensiva. Qualquer sinal novo e agudo sugere emergência, não urgência.
Para mais segurança, saiba que ao manipular a PA em AVE agudo, a meta deve ser redução gradual, somente em ambiente hospitalar, conforme diretrizes nacionais e internacionais (UpToDate; Harrison’s, 21ª ed.).
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