Com relação à perfuração esofágica, assinale a alternativa c...

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Q4192243 Medicina
Com relação à perfuração esofágica, assinale a alternativa correta.
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é o reconhecimento semiológico da perfuração esofágica: a suspeita clínica decorre de quadro compatível com ruptura esofágica, incluindo dor cervical, torácica ou epigástrica, disfagia e odinofagia, variando conforme a topografia da lesão. Entre as alternativas, apenas a A traz essa apresentação clínica sugestiva.

Tema central: Perfuração esofágica
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque traz manifestações reconhecidas na suspeita inicial de perfuração esofágica. A dor pode ser cervical, torácica ou epigástrica conforme a topografia da lesão, e disfagia/odinofagia são sintomas compatíveis com agressão esofágica. O ponto decisivo aqui não é exclusividade nem lista completa de sinais, mas a compatibilidade sindrômica com a apresentação clínica típica.
B
Errada
Está errada por epidemiologia da etiologia. Ingestão de objetos pontiagudos é causa possível, mas não é a mais comum. A perfuração esofágica é mais frequentemente iatrogênica, especialmente após endoscopia ou outra instrumentação esofágica.
C
Errada
Está errada por estratégia diagnóstica. Endoscopia digestiva alta não é o padrão geral para o diagnóstico inicial da perfuração esofágica. Os principais exames são esofagografia contrastada hidrossolúvel e tomografia; a endoscopia fica para situações selecionadas.
D
Errada
Está errada por confusão fisiopatológica. Vômito vigoroso se associa classicamente à síndrome de Boerhaave, que é ruptura transmural do esôfago. Mallory-Weiss corresponde a laceração mucosa não transmural, portanto não define a causa clássica de perfuração esofágica por esforço de vômito.
E
Errada
Está errada por contrariar princípio cirúrgico de manejo. Obstrução associada não deve ser deixada categoricamente para correção posterior, porque pode manter hipertensão intraluminal, perpetuar extravasamento e prejudicar cicatrização e controle da contaminação. O fator obstrutivo deve integrar o planejamento terapêutico conforme o caso.
Pegadinha da questão
A banca explorou confusões clássicas: tomar corpo estranho como causa mais comum, tratar EDA como exame-padrão universal e, principalmente, confundir Boerhaave com Mallory-Weiss só porque ambas podem ocorrer após vômitos.
Dica para questões semelhantes
  • Em perfuração esofágica, reconheça primeiro o quadro clínico por topografia: dor cervical, torácica ou epigástrica, com disfagia e odinofagia.
  • Se a questão perguntar causa mais comum, pense em etiologia iatrogênica por instrumentação, não em corpo estranho.
  • Para diagnóstico inicial, priorize imagem contrastada e tomografia; endoscopia não é exame-padrão universal nesse cenário.
  • Diferencie sempre Boerhaave de Mallory-Weiss pela profundidade da lesão: transmural versus mucosa.

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