Durante uma colecistectomia laparoscópica eletiva bem suced...
Qual é a conduta mais apropriada para o manejo imediato dessa complicação transoperatória?
Gabarito comentado
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Tema central: O manejo de hemorragia de pequena monta durante uma colecistectomia laparoscópica exige avaliação da estabilidade hemodinâmica do paciente e dos métodos disponíveis para hemostasia minimamente invasiva. O objetivo é controlar o sangramento sem aumentar o risco cirúrgico.
Justificativa da Alternativa Correta (B): Aplicação de hemostáticos tópicos no leito hepático sem outras intervenções é a conduta mais apropriada quando há hemorragia leve, persistente e refratária à eletrocoagulação ou pinça hemostática.
De acordo com as Diretrizes de Tóquio 2018, recomenda-se utilizar hemostáticos tópicos em sangramentos discretos que não cedem ao controle convencional, pois eles promovem coagulação localizada e evitam danos térmicos ou restrição desnecessária do fluxo sanguíneo hepático. Referência similar consta no Sabiston – Tratado de Cirurgia, que orienta: “Em sangramento mínimo de superfície hepática, os agentes tópicos são eficazes e seguros, devendo-se evitar medidas invasivas em pacientes estáveis.”
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Conversão para laparotomia só é indicada diante de sangramento intenso, difícil controle laparoscópico ou instabilidade hemodinâmica. Exige indicação precisa e não se justifica para sangramento pequeno em paciente estável.
C) Compressão manual externa não produz efeito sobre o local de sangramento intra-abdominal e não faz parte das condutas recomendadas, devendo ser descartada.
D) Vasopressores intravenosos não controlam sangramento localizado e podem mascarar quadros de instabilidade, atrasando abordagem adequada. São usados para suporte hemodinâmico, não como tratamento definitivo da hemorragia cirúrgica.
E) Ligadura da artéria hepática direita se reserva a sangramento arterial significativo e refratário de ramos específicos. Aplicá-la sem necessidade expõe o paciente a isquemia hepática e outras complicações graves.
Dica de prova: Fique atento à gravidade do sangramento e à estabilidade hemodinâmica: para sangramento leve e paciente estável, opte por técnicas de menor agressividade, conforme orientam diretrizes oficiais (Diretrizes de Tóquio 2018, Sabiston).
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