Mulher de 34 anos, vítima de tentativa de estrangulamento, d...

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Q4192238 Medicina
Mulher de 34 anos, vítima de tentativa de estrangulamento, deu entrada na emergência apresentando intensa dificuldade respiratória, rouquidão, estridor laríngeo, enfisema subcutâneo cervical e fratura palpável na região anterior do pescoço. Saturação O2: 88%; FR: 22 mrpm; PA: 125/75 mmHg; FC: 108 bpm. Demais segmentos do corpo sem lesões. A suspeita diagnóstica e conduta a ser tomada na sala de emergência são, respectivamente:
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O quadro de estrangulamento com rouquidão, estridor laríngeo, enfisema subcutâneo cervical, fratura palpável anterior do pescoço e SatO2 de 88% caracteriza trauma laríngeo/lesão laringotraqueal cervical com ameaça imediata à via aérea; por isso, a conduta inicial na sala de emergência é garantir via aérea definitiva.

Tema central: Trauma laríngeo
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a única que combina corretamente diagnóstico e prioridade terapêutica. Rouquidão e estridor são sinais de acometimento da via aérea superior; o enfisema subcutâneo cervical e a fratura palpável na região anterior do pescoço reforçam lesão estrutural laringotraqueal cervical. Nesse contexto, o risco central é obstrução progressiva por edema, hematoma e instabilidade da laringe. Como a paciente já apresenta insuficiência respiratória e hipoxemia, a conduta decisiva na sala de emergência é garantir via aérea definitiva, antes de qualquer exame complementar.
B
Errada
Pneumotórax simples é incompatível com a semiologia predominante do caso. Rouquidão, estridor laríngeo e fratura palpável no pescoço anterior apontam para lesão de laringe/via aérea cervical, não para patologia pleural. Além disso, drenagem torácica trata comprometimento intratorácico, mas não resolve obstrução ou instabilidade de via aérea superior.
C
Errada
Pneumotórax hipertensivo exigiria sinais torácicos e repercussão típica, como quadro compatível com lesão intratorácica e instabilidade hemodinâmica importante. O enunciado, ao contrário, concentra os achados no pescoço e na laringe, com estridor, rouquidão, enfisema cervical e fratura palpável anterior, além de pressão arterial preservada. A hipoxemia aqui não autoriza concluir pneumotórax hipertensivo.
D
Errada
Lesão esofágica pode cursar com enfisema subcutâneo cervical, mas esse dado isolado não supera os sinais localizatórios de trauma laríngeo. Estridor laríngeo, rouquidão intensa e fratura palpável do arcabouço cervical anterior favorecem lesão da via aérea superior. Além disso, em paciente com ameaça à via aérea, endoscopia digestiva alta não é a prioridade inicial na sala de emergência.
E
Errada
Trauma brônquico se relaciona mais a lesão intratorácica do que a quadro cervical alto com estridor e fratura anterior do pescoço. A topografia clínica do caso é laríngea, não brônquica. Mesmo que a broncoscopia possa ter papel diagnóstico em lesões da árvore aérea, ela não substitui a necessidade imediata de controlar a via aérea quando há insuficiência respiratória e suspeita de trauma laríngeo.
Pegadinha da questão
A banca usa o enfisema subcutâneo cervical para induzir erro para pneumotórax ou lesão esofágica, mas os achados que realmente localizam o problema são rouquidão, estridor e fratura palpável do pescoço; além disso, ela cobra conduta de sala de emergência, em que estabilizar a via aérea vem antes de exames.
Dica para questões semelhantes
  • Rouquidão e estridor após trauma cervical localizam a lesão na laringe/via aérea superior até prova em contrário.
  • Enfisema subcutâneo cervical deve ser interpretado junto da topografia clínica; isoladamente, ele não define pneumotórax nem lesão esofágica.
  • Em trauma com hipoxemia e sinais de lesão de via aérea cervical, a prioridade é via aérea definitiva, não exame confirmatório.
  • Não conclua causa torácica da dispneia quando o enunciado traz sinais semiológicos explícitos de obstrução ou lesão laríngea.

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