No rastreamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IS...

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Q3986606 Medicina
No rastreamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), adolescente de 17 anos de idade apresenta, no rastreio para Sífilis, um teste treponêmico positivo, seguindose de outro teste, desta vez não treponêmico, também positivo, porém com titulação baixa. A adolescente tem antecedentes de Lúpus Eritematoso Sistêmico há quatro anos e Condilomatose extensa, em genitália externa, há dois anos. No momento, tem o quadro de LES sob controle e não apresenta lesões condilomatosas ao exame físico. Nega antecedentes de tratamento para Sífilis. Diante desse caso, o diagnóstico e a conduta correta devem ser, respectivamente:  
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a combinação de teste treponêmico positivo com teste não treponêmico também positivo, ainda que em baixa titulação, em paciente sem tratamento prévio documentado. Esse padrão sustenta sífilis para fins de manejo; o LES pode causar falso-positivo no teste não treponêmico, mas não explica a positividade concomitante do teste treponêmico.

Tema central: Sorologia da sífilis
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o padrão sorológico apresentado é compatível com sífilis: há um teste treponêmico reagente, que é o componente mais específico para infecção por T. pallidum, e um teste não treponêmico também reagente. O título baixo do teste não treponêmico não exclui sífilis; ele apenas não permite concluir atividade intensa. Como a paciente nega tratamento prévio, não há base para interpretar esse perfil como memória sorológica de infecção já tratada. Nesse contexto, dois testes reagentes sustentam o diagnóstico e a indicação de tratamento.
B
Errada
Está errada porque atribui o quadro a teste treponêmico falso-reagente e conclui ausência de sífilis sem base no enunciado. Além disso, não se trata de um resultado isolado: houve concordância com teste não treponêmico também positivo. O LES é causa clássica de falso-positivo em teste não treponêmico, não é a explicação padrão para um teste treponêmico reagente associado a outro teste positivo.
C
Errada
Está errada porque cicatriz sorológica pressupõe infecção prévia, em geral com tratamento anterior, com persistência de reatividade sorológica. O enunciado informa que a paciente nega tratamento para sífilis e não há comprovação de sífilis previamente tratada. Baixa titulação do teste não treponêmico, sozinha, não autoriza chamar o quadro de cicatriz sorológica.
D
Errada
Está errada porque o LES pode, de fato, causar falso-positivo em testes não treponêmicos, mas isso não explica adequadamente a positividade do teste treponêmico. Portanto, usar o lúpus para descartar sífilis neste cenário contraria o dado central da questão: a presença simultânea de teste treponêmico e não treponêmico reagentes em paciente sem tratamento prévio.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre falso-positivo do VDRL/RPR no LES e invalidação de toda a sorologia. O erro é esquecer que o lúpus afeta principalmente o teste não treponêmico e não justifica descartar sífilis quando o teste treponêmico também está positivo.
Dica para questões semelhantes
  • Não interprete título baixo de teste não treponêmico como exclusão de sífilis quando o teste treponêmico também é reagente.
  • Se houver LES, lembre que ele pode explicar falso-positivo do teste não treponêmico, mas não anula um teste treponêmico positivo concomitante.
  • Só considere cicatriz sorológica quando houver base para infecção prévia tratada; sem tratamento documentado, dois testes reagentes favorecem sífilis a tratar.

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