Na apresentação das ideias no último parágrafo, o autor rec...

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Q1052326 Português
Leia o texto de Sêneca para responder à questão.

    Não é curto o tempo que temos, mas dele muito perdemos. A vida é suficientemente longa e com generosidade nos foi dada, para a realização das maiores coisas, se a empregamos bem.
    Mas, quando ela se esvai no luxo e na indiferença, quando não a empregamos em nada de bom, então, finalmente constrangidos pela fatalidade, sentimos que ela já passou por nós sem que tivéssemos percebido.
    O fato é o seguinte: não recebemos uma vida breve, mas a fazemos, nem somos dela carentes, mas esbanjadores.
    Tal como abundantes e régios recursos, quando caem nas mãos de um mau senhor, dissipam-se num momento, enquanto que, por pequenos que sejam, se são confiados a um bom guarda, crescem pelo uso, assim também nossa vida se estende por muito tempo, para aquele que sabe dela bem dispor.
(Sêneca, Sobre a brevidade da vida. Trad. Adaptado) 
Na apresentação das ideias no último parágrafo, o autor recorre
Alternativas

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Tema central da questão: Interpretação de Texto – figuras de linguagem, especialmente a comparação. Questões desse tipo exigem do candidato a compreensão dos recursos argumentativos utilizados pelo autor para explicitar seu ponto de vista, conforme é esperado em concursos para Professor de Língua Portuguesa.

Justificativa da alternativa correta (A):

No último parágrafo do texto de Sêneca, há o emprego do raciocínio comparativo. O autor usa a expressão “Tal como abundantes e régios recursos...” para estabelecer uma comparação explícita entre a administração de recursos materiais e a administração da vida. Utiliza-se, aqui, a figura de linguagem chamada comparação, que, segundo as gramáticas de referência (como Bechara e Cunha & Cintra), é caracterizada por aproximar dois elementos distintos por meio de expressões como “como”, “tal como”, “assim como”. Neste caso, Sêneca compara o desperdício de recursos nas mãos de um mau gestor ao desperdício da vida por quem não sabe aproveitá-la, e, do outro lado, o aproveitamento de recursos a uma vida bem vivida.

Análise das alternativas incorretas:

  • B) Não há perguntas retóricas; o texto apresenta uma reflexão comparativa, sem interrogações.
  • C) Os argumentos são complementares, e não se anulam; todos reforçam a tese central, como exigido em construções argumentativas coerentes.
  • D) Não há narração de fatos que se sucedam; há, sim, uma análise reflexiva, sem progressão temporal de acontecimentos.
  • E) Sêneca não evoca fatos pessoais; o texto é generalizante e impessoal, típico da prosa filosófica.

Dicas de interpretação: Atenção a conectivos como “tal como”, “assim como”, pois introduzem comparações. Não confunda estrutura argumentativa (comparação) com narração ou exposição pessoal. O reconhecimento desse recurso evita “pegadinhas” comuns, como confundir exposição de ideias com relatos de experiência.

Referências:
Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo – figuras de linguagem: comparação.
Bechara, Moderna Gramática Portuguesa – uso e análise de recursos expressivos.

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GABARITO: LETRA A

? Tal como abundantes e régios recursos, quando caem nas mãos de um mau senhor, dissipam-se num momento, enquanto que, por pequenos que sejam, se são confiados a um bom guarda, crescem pelo uso, assim também nossa vida se estende por muito tempo, para aquele que sabe dela bem dispor.

? Em destaque temos uma conjunção subordinativa comparativa, o autor a usa para fazer um encadeamento das ideias para melhor discorrimento.

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FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

Assertiva A

 Tal como abundantes e régios recursos, quando caem nas mãos de um mau senhor, dissipam-se num momento, enquanto que, por pequenos que sejam, se são confiados a um bom guarda, crescem pelo uso, assim também nossa vida se estende por muito tempo, para aquele que sabe dela bem dispor.

Tal como = comparativo

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