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Q3511594 Medicina
A endocardite infecciosa é uma condição de elevada mortalidade na fase aguda. Nas últimas décadas, a redução da mortalidade foi possível com:
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Tema central: Endocardite infecciosa (EI) é uma infecção do endocárdio/valvas com alta mortalidade aguda. A pergunta exige identificar o principal fator que reduziu a mortalidade nas últimas décadas, distinguindo medidas diagnósticas de intervenções que mudam desfecho.

Alternativa correta: A – cirurgia cardíaca

A cirurgia precoce (valvar/remoção de foco séptico) foi o maior determinante de redução de mortalidade em EI recente. Ela corrige insuficiência valvar aguda (choque/edema agudo de pulmão), remove vegetações grandes e tecido infectado/abscessos, e controla infecção refratária, prevenindo embolias. Diretrizes ESC 2023 e AHA/ACC destacam que, em insuficiência cardíaca, infecção não controlada ou alto risco embólico, a cirurgia reduz mortalidade hospitalar e em 6 meses. Estudos observacionais multicêntricos e o ensaio randomizado de Kang et al. (NEJM 2012) mostram benefício em desfechos duros. Referências: ESC 2023 IE Guidelines; AHA 2015/atualizações; UpToDate; Harrison’s.

Quando indicar cirurgia (resumo prático das diretrizes): insuficiência cardíaca por disfunção valvar aguda; bacteremia persistente ou microrganismos difíceis (S. aureus, fungos); abscesso/perfuração; vegetações muito grandes com embolização recorrente. Idealmente em tempo urgente durante a hospitalização, após início de antibiótico adequado.

Estratégia de prova: diante de “redução de mortalidade”, prefira intervenções que modificam o curso da doença (cirurgia/tempo da intervenção) em vez de apenas melhorar diagnóstico.

Por que as demais estão incorretas

B) Metagenômica: técnica diagnóstica (sequenciamento) útil em EI com hemocultura negativa, mas não há evidência de impacto populacional na mortalidade nas últimas décadas; uso ainda limitado (ESC 2023).

C) Novos e potentes antibióticos: antibióticos são pilar terapêutico, porém a queda de mortalidade recente não se deve a “novas drogas”. Os esquemas padrão (beta-lactâmicos, gentamicina, vancomicina/daptomicina em MRSA) existem há décadas; resistência crescente limita ganhos. O avanço decisivo foi a cirurgia precoce associada a equipes de endocardite (ESC 2023, UpToDate).

D) Ecocardiograma transesofágico 3D: melhora a definição anatômica (vegetações, abscessos, próteses), facilitando planejamento, mas por si só não demonstrou reduzir mortalidade.

E) PET/CT com 18F-FDG: eleva a sensibilidade diagnóstica em EI de prótese e infecção extracardíaca, influenciando classificação de Duke modificada; entretanto, não é o principal responsável pela redução de mortalidade e tem disponibilidade limitada.

Dica final: em EI, pense em “tempo é desfecho”: hemoculturas precoces, antibiótico adequado e avaliação cirúrgica precoce salvam vidas.

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