Uma mulher de 38 anos com diagnóstico de pericardite recorr...

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Q3511591 Medicina
Uma mulher de 38 anos com diagnóstico de pericardite recorrente, já tendo feito uso de corticoterapia e colchicina, metotrexato e azatioprina, ainda assim mantém episódios de recidiva.
Na próxima etapa terapêutica, recomenda-se: 
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Tema central: Esta questão aborda abordagem terapêutica da pericardite recorrente refratária, condição caracterizada por episódios repetidos de inflamação pericárdica, mesmo após tratamento com fármacos convencionais.

Justificativa da alternativa correta (E):

Quando a pericardite permanece ativa apesar do uso de colchicina, corticosteróides, metotrexato e azatioprina, caracteriza-se como refratária. Segundo as Diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) 2025 e o Tratado de Cardiologia da SOCESP (2022): “Imunobiológicos anti-interleucina-1 são indicados na falência dos medicamentos de primeira e segunda linha, sobretudo com evidência de inflamação ativa pericárdica”.

Agentes como o anakinra e rilonacept inibem a IL-1, mediadora fundamental do processo inflamatório, reduzindo recidivas e sintomas. Por isso, Alternativa E é a melhor conduta baseada nas evidências mais recentes.

Análise das alternativas incorretas:

A) Pericardiectomia radical: Intervenção apenas em casos excepcionais de tamponamento ou constrição refratária, e não tratamento imediato de pericardite recorrente.
B) Pulsoterapia com metilprednisolona: Corticóide em altas doses não reduz taxas de recidiva e aumenta riscos (infecção, efeitos adversos), devendo ser evitado como rotina.
C) Ciclosporina + azatioprina: Não é recomendada nas atuais diretrizes pela falta de evidência robusta em pericardite recorrente.
D) Diclofenaco: AINE já foi usado inicialmente (primeira linha); não tem papel em quadros refratários.

Estratégia para provas: Atenção ao histórico do paciente: múltiplas linhas falhas = terapia avançada. Cuidado com pegadinhas que propõem repetição de opções já esgotadas ou procedimentos invasivos sem critério.

Referências-chave: Diretrizes ESC (2025), Tratado SOCESP (2022), UpToDate.

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