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Q3511589 Medicina
Um paciente com 18 anos apresenta um quadro de palpitação, que foi piorando. Na admissão na emergência, evidenciou taquiarritmia com frequência cardíaca de 175 bpm irregular e traçado eletrocardiográfico de uma fibrilação atrial com QRS estreito. Foi administrado verapamil endovenoso e houve instabilização hemodinâmica, aumento da frequência cardíaca com ritmo irregular e alargamento do complexo QRS.
A hipótese para essa complicação foi de: 
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o manejo de fibrilação atrial (FA) em paciente jovem, sugerindo, pelo quadro de instabilização hemodinâmica após o uso de verapamil, a presença de uma via acessória (como ocorre na síndrome de Wolff-Parkinson-White – WPW).

Análise e justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa correta é a E: presença de uma pré-excitação ventricular e aumento da passagem de estímulo para o ventrículo. A síndrome de WPW se caracteriza por uma via acessória (feixe de Kent) que permite a passagem direta dos estímulos dos átrios aos ventrículos, promovendo pré-excitação. Ao administrar verapamil, que bloqueia a condução no nó AV, favorece-se a condução pela via acessória, levando a frequências ventriculares ainda mais elevadas, com risco de fibrilação ventricular e morte súbita. Este comportamento é perfeitamente descrito nas diretrizes do Manual MSD para profissionais de saúde: “bloqueadores dos canais de cálcio não di-hidropiridínicos (p. ex., verapamil) […] são contraindicados porque podem aumentar a frequência ventricular e causar fibrilação ventricular”.

Análise das alternativas incorretas:

A) Embolia aérea: Não há relação clínica ou fisiopatológica com o quadro apresentado, nem com a administração de verapamil.

B) Anafilaxia ao verapamil: Anafilaxia cursaria com manifestações sistêmicas (rash, broncoespasmo, queda de pressão), não com piora da arritmia e alargamento do QRS.

C) Flutter ventricular: O termo não é reconhecido clinicamente. Não é uma arritmia compatível com o quadro descrito.

D) Proarrítmico tipo torsade de pointes: Torsade de pointes cursa com QRS polimórfico e costuma ser associada ao uso de drogas que prolongam o intervalo QT, o que não ocorre com verapamil.

Estratégia para provas: Sempre suspeite de WPW diante de FA com piora súbita após drogas bloqueadoras do nó AV em jovens. Atente para pegadinhas em arritmias irregulares e efeitos paradoxais de algumas drogas.

Conduta correta (segundo diretrizes): Em FA com WPW, o tratamento de escolha é cardioversão elétrica se instável, ou drogas que bloqueiem a via acessória (ex: procainamida ou amiodarona sob monitorização rigorosa), evitando verapamil, digoxina e adenosina.

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