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Q3511584 Medicina
A evidência de congestão é um elemento importante para o diagnóstico e para definir a estratégia do emprego de diuréticos na síndrome de insuficiência cardíaca.
O marcador cuja presença sugere congestão em paciente com suspeita de insuficiência cardíaca é: 
Alternativas

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Tema central: Avaliação de congestão na insuficiência cardíaca (IC) para orientar diagnóstico e uso de diuréticos. Congestão é excesso de volume e pressão venosa, refletido clinicamente e por imagem.

Alternativa correta: EVeia cava inferior (VCI) > 2,1 cm e colapsabilidade respiratória < 50% ao ultrassom indica pressão atrial direita (PAD) elevada e sobrecarga volêmica, forte marcador de congestão sistêmica. Critério clássico de ecocardiografia: VCI dilatada com baixo colapso sugere PAD elevada (≈10–15 mmHg). Esse achado correlaciona-se com pior prognóstico e necessidade de intensificar diurese. Referências: Diretrizes ESC 2021 e AHA/ACC/HFSA 2022 de IC; Diretriz Brasileira de IC (SBC); UpToDate.

Estratégia de prova: Em itens sobre ultrassom, memorize: VCI > 2,1 cm + colapso < 50% = alta pressão venosa (congestão). VCI pequena e colapso > 50% → baixa pressão venosa.

Por que as outras estão incorretas?

A) Troponina elevada: indica lesão miocárdica (isquemia, miocardite, IC aguda), é prognóstica, mas não é marcador específico de congestão. Pode subir mesmo sem hipervolemia. Diretrizes ESC/AHA enfatizam seu uso para diagnóstico diferencial de SCA e estratificação, não para guiar diurese.

B) Aumento do átrio direito no eco: sugere sobrecarga crônica (p.ex., HAP, valvopatias, FA). Não define congestão atual e pode persistir mesmo após decongestão.

C) Creatinina > 1,5 mg/dL: reflete disfunção renal (aguda ou crônica), que pode ocorrer por hipoperfusão, nefropatia ou efeito de diuréticos. Não distingue congestão de baixo débito e é pouco específico.

D) Transaminases > 4x o VR: padrão de lesão hepatocelular (hepatite isquêmica/“choque hepático”). A hepatopatia congestiva típica cursa com elevações leves/moderadas de AST/ALT e colestase (bilirrubina/fosfatase alcalina). AST/ALT > 4x sugere hipóxia/hepatite aguda, não congestão isolada.

Dica clínica: Sinais de congestão incluem turgência jugular, refluxo hepatojugular, edema, crepitações, hepatomegalia, derrame pleural; exames: BNP/NT-proBNP (ajudam no diagnóstico de IC), ultrassom pulmonar com linhas B e VCI dilatada com baixo colapso para congestão sistêmica. Esses dados orientam ajuste de diuréticos e metas de decongestão. Fontes: ESC 2021, AHA/ACC/HFSA 2022, SBC, UpToDate, Harrison.

Pegadinha: Muitos marcadores refletem dano de órgão (troponina, transaminases, creatinina) ou remodelamento crônico (átrio direito). O que aponta diretamente congestão é a pressão venosa elevada — bem capturada pela VCI no ultrassom.

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