A infecção aguda pelo covid-19, pode cursar, na fase aguda, ...
A complicação mais frequente, observada nos pacientes internados nas unidades de cuidados intensivos, é:
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Tema central: A questão aborda as complicações cardiovasculares agudas associadas à COVID-19 em pacientes internados em UTI. Uma compreensão sólida desse tema é fundamental, pois tais complicações impactam diretamente o prognóstico e a conduta clínica.
Justificativa da alternativa correta (E): Injúria miocárdica com liberação de troponinas cardíacas é, de fato, a complicação cardiovascular mais frequente na fase aguda da COVID-19 entre pacientes críticos. A definição de injúria miocárdica baseia-se na elevação da troponina acima do percentil 99 do valor de referência, indicando sofrimento celular cardíaco, independentemente de manifestação clínica específica. Estudos, como apresentado na literatura recente, mostram que esta lesão ocorre em cerca de 20% dos pacientes hospitalizados e até 30-40% dos internados em UTI, sendo marcador de pior prognóstico e maior mortalidade.
Vale reforçar que, segundo revisão da Revista de Medicina da USP: "A elevação das troponinas é consistente, independentemente do diagnóstico formal de infarto, miocardite ou outras doenças cardíacas", destacando o caráter multifatorial da injúria.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Pericardite: Embora possível, é rara na COVID-19 aguda. O envolvimento pericárdico ocorre em poucos casos e normalmente se apresenta de forma subaguda.
- B) Endocardite infecciosa: Não está relacionada à fisiopatologia viral do Sars-CoV-2. É doença bacteriana, não uma complicação primária da COVID-19.
- C) Infarto agudo do miocárdio: Pode ocorrer, mas é menos frequente que a injúria miocárdica inespecífica. O diagnóstico exige critérios clínicos e laboratoriais para infarto, o que não é a principal ocorrência.
- D) Miocardite viral (coinfecção por adenovírus): A miocardite pode acontecer, mas mais raramente. Ademais, não há predomínio de coinfecção viral documentada, e sim lesão direta ou secundária pela própria COVID-19.
Pontos-chave e estratégias: Sempre atente-se a palavras como "mais frequente" e evite trocas entre lesão inespecífica (injúria miocárdica) e diagnósticos específicos (IAM, miocardite). Em questões sobre COVID-19, lembre-se do caráter sistêmico da doença e do alto índice de marcadores de dano miocárdico.
Bases e diretrizes: Autores como (Harrison’s – Principios de Medicina Interna, 20ª ed.) e consensos nacionais reafirmam: pacientes graves apresentam elevação de troponinas, devendo sempre investigar repercussão clínica.
Resumo: A elevação de troponinas pela injúria miocárdica é a complicação cardiovascular mais frequente na COVID-19, sobretudo em UTIs. Diagnósticos como infarto ou miocardite, embora possíveis, são menos prevalentes.
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