O estado de mal epiléptico (EME) é definido como “uma condi...
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Tema central: Estado de Mal Epiléptico (EME) é uma emergência neurológica em que mecanismos de término da crise falham, com risco de lesão neuronal quando a crise persiste (t1 ≈ 5 min no EME convulsivo; t2 ≈ 30 min). Conduta rápida e escalonada é essencial.
Gabarito (incorreta): D
Por que a D é incorreta? Não há recomendação consistente de fenobarbital intramuscular como alternativa à benzodiazepina na fase inicial. As principais diretrizes (American Epilepsy Society 2016; Neurocritical Care Society; ILAE) preconizam benzodiazepina como 1ª linha. Fenobarbital é opção de 2ª/3ª linha (geralmente IV), ou em contextos específicos de recursos limitados, não como substituto inicial de BZD nem preferencial por via IM, devido a risco maior de depressão respiratória e perfil farmacológico menos favorável na abordagem pré-hospitalar. Referências: AES 2016; ILAE 2015/2020; UpToDate; Harrison’s.
Análise das demais alternativas
A. Correta. Benzodiazepina é recomendada universalmente na 1ª etapa do EME convulsivo: lorazepam IV, diazepam IV ou midazolam IM/bucal/nasal, conforme acesso. Diretrizes AES 2016, NCS e ILAE sustentam essa escolha pela rapidez de ação e maior taxa de cessação das crises.
B. Correta. Lorazepam IV é preferido por maior duração no SNC; diazepam IV é alternativa válida. Sem acesso IV, o midazolam IM é recomendado: o estudo RAMPART (NEJM 2012) demonstrou que midazolam IM foi ao menos não-inferior (e mais rápido na prática pré-hospitalar) que lorazepam IV para cessar crises.
C. Correta. Repetir a benzodiazepina pode ser necessário se a crise persiste após a 1ª dose, mas é crucial considerar doses pré-hospitalares para evitar sedação excessiva e depressão respiratória. Essa orientação aparece em várias diretrizes (AES 2016; UpToDate).
E. Correta. Para EME resistente a benzodiazepina, historicamente a fenitoína/fosfenitoína IV foi a terapia mais comum nas diretrizes. Evidências atuais (ESETT, NEJM 2019) mostram eficácia semelhante entre levetiracetam, valproato e fosfenitoína; porém, muitas diretrizes e protocolos ainda listam fenitoína/fosfenitoína como escolha frequente na 2ª linha.
Estratégia para a prova: memorize o algoritmo do EME convulsivo: 1) BZD 1ª linha (lorazepam IV; diazepam IV; midazolam IM se sem acesso); 2) 2ª linha (levetiracetam, valproato ou fosfenitoína/fenitoína IV); 3) refratário: anestésicos (midazolam, propofol, barbitúrico). Pegadinha: não confundir fenobarbital IM como substituto inicial de BZD.
Referências-chave: ILAE (Definição do EME, 2015/2020); American Epilepsy Society 2016 Guideline; Neurocritical Care Society; RAMPART, NEJM 2012; ESETT, NEJM 2019; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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Alternativa incorreta: [D] O fenobarbital intramuscular foi recomendado como uma opção à benzodiazepina em duas das diretrizes.
Justificativa
O estado de mal epiléptico (EME) é uma emergência médica caracterizada por convulsões prolongadas que, se não tratadas adequadamente, podem causar danos neuronais irreversíveis. O manejo inicial inclui o uso de benzodiazepinas, como lorazepam e diazepam, devido à sua eficácia comprovada e ação rápida.
- As benzodiazepinas são recomendadas como tratamento de primeira linha devido ao seu rápido início de ação.
- O lorazepam intravenoso é amplamente recomendado como primeira escolha em várias diretrizes, seguido pelo diazepam.
- O midazolam intramuscular é recomendado quando o acesso intravenoso não é possível, sendo eficaz em ambientes de emergência pré-hospitalares.
- Fenitoína intravenosa ou fosfenitoína são utilizadas quando as convulsões persistem após a administração das benzodiazepinas, sendo recomendadas em casos de EME resistente.
Análise das demais alternativas
[A] Correta: As diretrizes de tratamento do EME, de forma consensual, recomendam o uso de benzodiazepinas como tratamento inicial.
[B] Correta: O lorazepam intravenoso é recomendado por muitas diretrizes, com midazolam intramuscular sendo uma alternativa quando o acesso intravenoso é impossível.
[C] Correta: A repetição de benzodiazepinas pode ser necessária em alguns casos de EME, levando em consideração a dose inicial administrada, especialmente quando o controle da crise não é alcançado.
[E] Correta: A fenitoína intravenosa é comumente usada como tratamento para EME resistente a benzodiazepinas.
Resumo
A alternativa D é incorreta porque o fenobarbital intramuscular não é recomendado de forma tão rotineira nas diretrizes como opção à benzodiazepina para o tratamento de EME. As benzodiazepinas, como lorazepam e diazepam, continuam sendo o tratamento inicial preferido, enquanto o fenobarbital é mais utilizado em outras situações, como em EME refratário.
Pontos chave
◊ Benzodiazepinas são o tratamento inicial preferido para o EME.
◊ Lorazepam intravenoso é frequentemente recomendado nas diretrizes.
◊ Midazolam intramuscular é recomendado quando não há acesso intravenoso.
◊ Fenitoína intravenosa é indicada para EME resistente à benzodiazepina.
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