A deficiência de Vitamina A tem repercussões que afetam as ...
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Tema central: Deficiência de Vitamina A (retinoides), com foco nas repercussões oculares (xeroftalmia) e nos fatores dietéticos/fisiopatológicos. A Vitamina A é essencial para a visão (rodopsina), integridade epitelial, crescimento e imunidade (Harrison’s; UpToDate; OMS).
Gabarito (incorreta): B
A afirmação erra ao classificar a Vitamina C como lipossolúvel. Somente A, D, E e K são lipossolúveis; Vitamina C é hidrossolúvel. De fato, baixa ingestão de gordura pode reduzir a absorção das lipossolúveis, mas a listagem apresentada está conceitualmente incorreta (Harrison’s; UpToDate). Pegadinha clássica: confundir classes de solubilidade das vitaminas.
Análise das demais alternativas (corretas)
A. Está de acordo com a classificação da OMS para xeroftalmia: inicia com cegueira noturna (XN; pior adaptação ao escuro), evolui para xerose conjuntival e manchas de Bitot (X1), depois xerose/ulceração corneana (X2–X3) e ceratomalácia, podendo causar cegueira irreversível. Reconhecer a sequência clínica é decisivo em provas.
C. Correta. Infecções (ex.: sarampo, diarreias) reduzem a ingestão e a mobilização hepática da vitamina (queda de RBP) e aumentam a necessidade, esgotando estoques e agravando a deficiência. Relação bidirecional bem estabelecida (OMS; UpToDate).
D. Correta com ressalva conceitual: a ação antioxidante é atribuída sobretudo aos carotenóides (provitamina A). Suplementação excessiva de retinol pode causar hipervitaminose A (hepatotoxicidade, hipertensão intracraniana, teratogenicidade). Ensaios (ATBC, CARET) mostraram risco com betacaroteno em fumantes. Portanto, cautela é adequada (diretrizes OMS/Ministério da Saúde).
E. Correta. Fontes: pré-forma animal (retinol/ésteres: fígado, gema, laticínios) e provitamina vegetal (carotenóides de folhas verde-escuras e alaranjados), convertidos em retinol no organismo. A absorção melhora com gorduras dietéticas.
Diagnóstico clínico e laboratorial: suspeitar em cegueira noturna, xerose, manchas de Bitot e lesões corneanas. Laboratório: retinol sérico < 0,7 µmol/L sugere deficiência (cuidado: baixa no estado inflamatório). Testes de adaptação ao escuro podem ajudar (OMS).
Tratamento (OMS): em xeroftalmia ou sarampo, altas doses por idade: <6 meses: 50.000 UI; 6–11 meses: 100.000 UI; 12–59 meses: 200.000 UI, no dia 1, dia 2 e após 2 semanas. Associar manejo de infecção, suporte nutricional e orientação alimentar.
Estratégia de prova: identifique rapidamente quais vitaminas são lipossolúveis (A, D, E, K). Termos-chave como “cegueira noturna”, “Bitot” e “ceratomalácia” apontam fortemente para deficiência de Vitamina A.
Referências: OMS – Classificação e manejo da xeroftalmia; UpToDate – Vitamin A deficiency; Harrison’s Principles of Internal Medicine – Vitamin A.
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