Sobre a ingestão de vitaminas e minerais e o risco de defici...

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Q3795844 Nutrição
Sobre a ingestão de vitaminas e minerais e o risco de deficiências na infância, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A alternativa D é a única compatível com as fontes oficiais indicadas na base de decisão: a deficiência de ferro é especialmente relevante na primeira infância, inclusive entre 1 e 3 anos, fase em que o crescimento rápido aumenta a necessidade de ferro para a expansão da massa eritrocitária e da hemoglobina. Além disso, as referências oficiais de ingestão mostram que a necessidade de cálcio varia conforme a faixa etária, o que afasta a alternativa C.

Tema central: Deficiência de ferro infantil
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque nega o próprio grupo etário de risco reconhecido em fontes oficiais. A faixa de 1 a 3 anos não é de baixo risco para anemia por deficiência de ferro; ao contrário, é fase vulnerável, justamente por aumento da demanda associado ao crescimento.
B
Errada
Está errada porque contraria o efeito técnico-sanitário oficialmente reconhecido das deficiências de micronutrientes. A inadequação de micronutrientes pode comprometer crescimento e desenvolvimento infantil mesmo com ingestão energética suficiente; a deficiência de ferro é expressamente apontada na base como exemplo com repercussão física e cognitiva.
C
Errada
Está errada por confronto com os parâmetros oficiais de ingestão por faixa etária. A necessidade de cálcio não é uniforme em toda a infância; as referências oficiais variam conforme a idade. Por isso, é incorreta a afirmação de que seria a mesma para todas as faixas etárias infantis.
D
Certa
A alternativa D se sustenta porque identifica corretamente a faixa de 1 a 3 anos como período de maior vulnerabilidade à deficiência de ferro. Nessa etapa, o crescimento corporal é intenso e a demanda fisiológica por ferro aumenta, especialmente para a formação de hemoglobina e manutenção da eritropoese, o que torna a afirmação tecnicamente adequada.
E
Errada
Está errada porque parte de premissa técnica incompatível com fontes oficiais: a mineralização óssea não se intensifica apenas na adolescência, mas ocorre ao longo do crescimento. Assim, a deficiência de cálcio na infância não pode ser tratada como clinicamente pouco relevante.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre desaceleração relativa do crescimento após o lactente e inexistência de risco de deficiência de ferro entre 1 e 3 anos, além da generalização indevida de uma única necessidade de cálcio para toda a infância.
Dica para questões semelhantes
  • Em nutrição infantil, trate a primeira infância como fase vulnerável a deficiência de ferro quando a fonte oficial associar crescimento rápido a maior demanda hematológica.
  • Não aceite afirmações de necessidade uniforme de micronutriente para toda a infância sem verificar variação por faixa etária.
  • Suficiência energética não elimina, por si só, os efeitos de deficiência de micronutrientes sobre crescimento e desenvolvimento.
  • Desconfie de alternativas que empurrem a relevância do cálcio apenas para a adolescência; a mineralização óssea acompanha o crescimento.

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