Num território com altos índices de vulnerabilidade social,...

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Q3771569 Psicologia
Num território com altos índices de vulnerabilidade social, uma escola relata baixa participação das famílias e conflitos recorrentes entre os pais/responsáveis e os docentes, no que se refere ao comportamento dos alunos. Neste contexto o(a) psicólogo(a) escolar é convidado(a) a propor estratégias de orientação familiar e mediação comunitária. Assinale a alternativa que reflete um projeto de intervenção mais consistente para esse caso: 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era identificar, entre as alternativas, qual intervenção respondia simultaneamente à baixa participação familiar, aos conflitos com docentes e ao contexto de vulnerabilidade social sem recorrer a coerção ou verticalidade. A B é a única que faz isso de modo compatível com o caso.

Tema central: Intervenção psicossocial escolar
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque reduz a orientação familiar ao envio unilateral de dicas e toma assinatura em agenda como medida de adesão. Isso não cria escuta, não media conflito relacional e ainda usa um indicador pobre para inferir engajamento real.
B
Certa
A alternativa B está correta porque propõe escuta qualificada, práticas restaurativas, mediação escola–família–rede, oficinas dialógicas, parcerias comunitárias e monitoramento de participação, conjunto que corresponde à intervenção participativa, mediadora e comunitária exigida pelo caso.
C
Errada
Está errada porque propõe reuniões expositivas sem espaço de fala das famílias. Num caso marcado por conflito entre pais/responsáveis e docentes, excluir a fala das famílias reforça a verticalidade e contraria a necessidade de dialogicidade e construção compartilhada.
D
Errada
Está errada porque usa coerção e condicionamento indevido de acesso a benefício/alimentação para forçar presença. O problema do caso pede orientação e mediação, não estratégia punitiva e antiética que aprofunda a relação de controle sobre as famílias.
E
Errada
Está errada porque transforma o conselho tutelar em mecanismo generalizado de advertência formal para famílias ausentes. Isso substitui aproximação e mediação por encaminhamento sancionatório e indiscriminado, o que não corresponde a um projeto interventivo consistente.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar orientação familiar como transmissão unilateral, controle de presença ou cobrança formal, quando o caso exigia mediação relacional, escuta e articulação comunitária.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o caso combina conflito escola-família e baixa participação, priorize propostas com escuta qualificada, espaço de fala e construção conjunta.
  • Em contexto de vulnerabilidade social, verifique se a intervenção articula escola, famílias, rede e comunidade, em vez de individualizar o problema.
  • Diferencie monitoramento de participação por indicadores de medidas burocráticas pobres, como mera contagem de assinaturas.
  • Desconfie de alternativas baseadas em coerção, punição ou encaminhamento sancionatório como eixo principal da intervenção psicológica.
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