Uma paciente de 19 anos de idade, primigesta, com 28 semana...
Gabarito comentado
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Tema central: O caso aborda o manejo do adenocarcinoma de colo uterino estádio IB2 durante a gravidez. Entender a conduta envolve equilibrar o tratamento oncológico da mãe com a viabilidade fetal, seguindo protocolos baseados em evidências e diretrizes.
Justificativa da alternativa correta (E):
Quimioterapia baseada em platina até maturidade fetal, seguida de cesariana e histerectomia radical, é a escolha mais adequada para essa situação. Nos estádios IB2 (>4 cm) em gestantes com fetos ainda não viáveis (<34 semanas), recomenda-se quimioterapia neoadjuvante com esquemas à base de platina no segundo e terceiro trimestres. Isso controla a doença até que o feto atinja maturidade pulmonar. Após ≥34 semanas ou quando há segurança para o parto, realiza-se cesariana seguida do tratamento cirúrgico definitivo (histerectomia radical).
De acordo com o Ministério da Saúde/INCA e revisão UpToDate (2023):
“O manejo pode incluir quimioterapia à base de platina durante a gestação e parto cesariano seguido de histerectomia radical, permitindo melhor prognóstico ao feto e adequado controle da neoplasia.” (Consenso em Oncologia Ginecológica, INCA, 2021 / UpToDate, “Cancer of the cervix in pregnancy”)
Análise das alternativas incorretas:
A) Histerectomia radical com “útero cheio”: Esta técnica implica interromper a gestação imediatamente, uma conduta extrema e não recomendada se a gestação já está avançada e é possível aguardar maturidade fetal sob vigilância clínica e quimioterapia.
B) Interrupção da gravidez e radioterapia exclusiva: A radioterapia causa óbito fetal em qualquer idade gestacional, sendo opção inadequada enquanto houver possibilidades seguras de preservar a gestação.
C) Radioterapia externa e braquiterapia: O mesmo raciocínio anterior se aplica; pacientes propensas à preservação fetal não devem ser submetidas à radioterapia durante a gravidez.
D) Interrupção da gravidez e radioquimioterapia: Embora seja uma alternativa aceitável para doença localmente avançada, é preferível tentar preservar o feto, sempre que seguro, mediante o uso de quimioterapia.
Pontos-chave e estratégias: Fique atento em provas à idade gestacional, ao tipo de tumor e ao estádio. Termos como “interrupção” e tratamentos radioativos em gestação são, via de regra, evitados se há alternativas seguras. Priorize sempre protocolos que protejam feto e mãe, conforme diretrizes nacionais e internacionais.
Resumo final: A alternativa E equilibra controle oncológico e viabilidade fetal, de acordo com as principais diretrizes, sendo a opção efetiva e eticamente correta.
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