Paciente de 47 anos, hipertenso, sedentário, comparece à con...
Qual o próximo passo?
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda hipertensão arterial resistente (HAR), situação clínica em que mesmo com uso de três medicamentos anti-hipertensivos de classes diferentes, incluindo um diurético tiazídico, o paciente mantém pressão arterial elevada (≥140/90 mmHg). É um desafio comum em consultórios, exigindo conduta baseada em protocolos e evidências atualizadas.
Raciocínio clínico e alternativa correta (D): O paciente faz uso de clortalidona 25mg/dia (tiazídico), losartana 100mg/dia (BRA), anlodipina 10mg/dia (BCC) e mantém PA 150/94 mmHg, confirmando HAR. O próximo passo, segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 (seção 16), é adicionar um antagonista de mineralocorticoide:
“Na HAR, recomenda-se a adição de antagonista mineralocorticoide, preferencialmente a espironolactona, como quarta droga.”
Estudos como o ReHOT comprovam que espironolactona é superior a clonidina para essa indicação.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
- A) Aumentar clortalidona: Doses acima de 25mg/dia não aumentam efetividade e potencializam efeitos adversos, como distúrbios hidroelétricos e metabólicos. As diretrizes não recomendam aumentar mais o tiazídico.
- B) Atenolol: Betabloqueadores não são preferenciais como quarta escolha na HAR; indicados apenas em situações específicas (ex: coronariopatia, IC), o que não está presente no caso.
- C) Clonidina: Embora possa ser empregada em HAR refratária, não é a droga de escolha como 4ª opção. Estudos mostram eficácia inferior à espironolactona neste contexto.
Dicas para prova:
- Identifique sempre a presença de três classes anti-hipertensivas, incluindo tiazídico, antes de rotular como HAR.
- Procure por indicações de espironolactona como 4ª droga, salvo contraindicações renais, hiperpotassemia ou ginecomastia.
- Evite alternativas que enfatizem apenas aumento de dose ou troca por fármacos não recomendados pela diretriz para esse cenário.
Resumo: O manejo do paciente segue rigorosamente as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão e a melhor evidência científica disponível. Iniciar espironolactona 25mg/dia é a conduta correta.
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