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Q3917022 Fisioterapia
Um paciente do sexo masculino, 64 anos, internado em unidade de cardiologia, encontra-se no 3º dia pós-infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST, submetido à angioplastia coronariana primária com sucesso. Apresenta estabilidade hemodinâmica, fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 40%, histórico de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2 e queixa de claudicação intermitente aos esforços moderados. Na avaliação fisioterapêutica, observa-se redução da tolerância ao exercício, dispneia aos esforços leves (NYHA II), SpO₂ de 96% em ar ambiente e ausência de dor torácica em repouso. Sobres fases da reabilitação cardiovascular e os princípios da prescrição segura do exercício terapêutico nesse caso, analise as afirmativas a seguir. 

I. A mobilização precoce e progressiva, com monitorização de sinais vitais e percepção subjetiva de esforço, está indicada, desde que respeitados os critérios de estabilidade clínica.
II. O treinamento físico estruturado deve ser postergado indefinidamente, uma vez que a fração de ejeção reduzida e a claudicação intermitente contraindicam a reabilitação cardiovascular.
III. O treinamento de marcha supervisionado, respeitando o limiar submáximo de dor claudicante, pode ser incluído no plano terapêutico para melhora da capacidade funcional vascular.
IV. Exercícios respiratórios e técnicas de expansão pulmonar estão indicados no período hospitalar para prevenção de complicações respiratórias associadas ao repouso prolongado.
V. Testes funcionais submáximos, como o teste de caminhada de seis minutos, não apresentam utilidade clínica nesse contexto, devendo ser evitados no planejamento fisioterapêutico.

Estão corretas:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No 3º dia pós-IAM com supra, após angioplastia primária bem-sucedida e com estabilidade hemodinâmica, a reabilitação cardiovascular fase I está indicada com mobilização precoce e progressiva, com monitorização. A FEVE de 40% e a claudicação intermitente não contraindicam a reabilitação; a marcha supervisionada pode ser incluída, e testes funcionais submáximos têm utilidade clínica quando bem indicados. Isso sustenta I, III e IV como verdadeiras e II e V como falsas.

Tema central: Reabilitação cardiovascular fase I
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque exclui a assertiva III, que é verdadeira. A presença de claudicação intermitente não contraindica reabilitação cardiovascular; ela é justamente uma indicação de treino de marcha supervisionado com controle do limiar de dor claudicante.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reúne apenas assertivas compatíveis com o cenário clínico descrito. A I é verdadeira: paciente pós-IAM estável e reperfundido deve iniciar mobilização precoce e progressiva com monitorização de sinais vitais, sintomas, SpO₂ e percepção subjetiva de esforço. A III é verdadeira: claudicação intermitente não proíbe exercício; ao contrário, o treino de marcha supervisionado, respeitando limiar submáximo de dor claudicante, tem utilidade terapêutica para melhora funcional vascular. A IV é verdadeira: no período hospitalar, exercícios respiratórios e técnicas de expansão pulmonar podem ser incluídos para minimizar hipoventilação, atelectasia e perdas funcionais associadas à internação e ao repouso.
C
Errada
Está errada porque as duas assertivas incluídas são falsas. A II erra ao tratar FEVE de 40% e claudicação como contraindicação para reabilitação, quando esses achados impõem supervisão e ajuste de carga, não adiamento indefinido. A V erra ao negar utilidade clínica aos testes submáximos, já que testes como o de caminhada de seis minutos podem auxiliar avaliação funcional, seguimento e prescrição quando aplicados com segurança.
D
Errada
Está errada porque inclui a assertiva II, que é falsa. Disfunção sistólica leve a moderada e claudicação intermitente não justificam suspensão indefinida do treinamento físico estruturado em paciente estável; o correto é prescrição individualizada e monitorizada.
E
Errada
Está errada porque inclui II e V, ambas falsas. Nem FEVE de 40% associada à claudicação contraindica reabilitação cardiovascular, nem os testes funcionais submáximos são destituídos de utilidade clínica de forma geral nesse contexto.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre fator de risco/necessidade de supervisão e contraindicação absoluta: FEVE reduzida e claudicação podem fazer o candidato errar ao proibir reabilitação, quando o correto é adaptar e monitorar; também tentou induzir o erro de considerar testes submáximos universalmente inúteis no pós-IAM recente.
Dica para questões semelhantes
  • Em pós-IAM hospitalar, primeiro procure sinais de estabilidade clínica; é isso que libera mobilização precoce progressiva na fase I, não a ausência completa de limitação funcional.
  • FEVE reduzida leve a moderada e claudicação intermitente costumam pedir supervisão e ajuste de intensidade, não exclusão automática da reabilitação.
  • Na claudicação, treino de marcha supervisionado com respeito ao limiar submáximo de dor é compatível com conduta terapêutica.
  • Se a assertiva disser que teste submáximo não tem utilidade clínica de forma absoluta, a tendência é estar errada; a utilidade existe, e o ponto correto é a indicação segura no momento apropriado.

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gabarito letra b

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