Durante o acompanhamento fisioterapêutico de uma gestante d...

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Q3917017 Fisioterapia
Durante o acompanhamento fisioterapêutico de uma gestante de 32 semanas, primigesta, com evolução obstétrica de baixo risco, a paciente refere lombalgia intensa, sensação de peso pélvico ao final do dia e episódios de escape urinário aos esforços. Na avaliação funcional, observa-se anteversão pélvica acentuada, diminuição do controle dos músculos do assoalho pélvico, alteração do padrão respiratório e sobrecarga mecânica lombossacra. A gestante permanece ativa laboralmente e não apresenta contraindicações médicas para a prática de exercícios.

No âmbito da biomecânica gestacional e das recomendações de segurança materno-fetal, qual é a conduta fisioterapêutica mais adequada e baseada em evidências científicas nesse caso? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em gestante de 32 semanas, de baixo risco e sem contraindicação ao exercício, os achados de lombalgia mecânica, anteversão pélvica, sobrecarga lombossacra, alteração respiratória e escape urinário aos esforços indicam conduta fisioterapêutica ativa, individualizada e funcional, com treino do assoalho pélvico, correção postural, treino respiratório e posições seguras para o terceiro trimestre, evitando decúbito dorsal prolongado.

Tema central: Biomecânica e cinesiologia da marcha na gestação
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe abdominais tradicionais com foco no reto abdominal em decúbito dorsal prolongado, o que não corresponde à abordagem mais adequada para lombalgia gestacional associada a anteversão pélvica, alteração respiratória e disfunção do assoalho pélvico. Além disso, no terceiro trimestre, o decúbito dorsal prolongado é posição desfavorável e deve ser evitado.
B
Errada
Está errada porque coloca recursos eletrotermofototerapêuticos profundos como estratégia principal e de forma indiscriminada, independentemente da idade gestacional. O problema central do caso é mecânico-funcional, exigindo correção dos fatores biomecânicos e das disfunções associadas por intervenção ativa. Essa proposta também desconsidera precauções gestacionais e não atende ao núcleo do quadro.
C
Errada
Está errada porque a paciente tem gestação de baixo risco e não apresenta contraindicações para exercícios. Nessa situação, exercício terapêutico adaptado é preferível ao repouso rotineiro. Suspender atividade física até o parto contraria a natureza da conduta indicada e não corrige o déficit funcional apresentado.
D
Certa
A alternativa D é a única que trata simultaneamente os mecanismos do quadro e respeita a segurança do terceiro trimestre. O escape urinário aos esforços com menor controle perineal sustenta fortalecimento e coordenação do assoalho pélvico. A anteversão pélvica, a sobrecarga lombossacra e as alterações biomecânicas da gestação justificam correção postural e exercícios funcionais adaptados. A alteração do padrão respiratório acrescenta a necessidade de treino respiratório. Como a gestante é de baixo risco e não tem contraindicações para exercício, a abordagem correta é ativa e individualizada, em posições seguras para o período gestacional.
E
Errada
Está errada porque alongamentos globais passivos exclusivos são insuficientes para um quadro que envolve lombalgia mecânica, alteração respiratória, sobrecarga lombossacra e incontinência urinária de esforço. Além disso, a premissa de que fortalecimento muscular seja contraindicado no terceiro trimestre de forma geral é falsa dentro da gestação de baixo risco.
Pegadinha da questão
A banca tenta induzir a ideia de que segurança materno-fetal no terceiro trimestre significa repouso, tratamento passivo ou evitar fortalecimento, quando o enunciado informa gestação de baixo risco sem contraindicações e ainda traz sinais que tornam obrigatório o treino ativo do assoalho pélvico e a adaptação biomecânica.
Dica para questões semelhantes
  • Em gestante de baixo risco sem contraindicação, prefira abordagem ativa e funcional em vez de repouso rotineiro ou técnicas exclusivamente passivas.
  • Se houver escape urinário aos esforços com déficit de controle perineal, o treino do assoalho pélvico passa a ser componente central da conduta.
  • No terceiro trimestre, sempre confira se a alternativa respeita posições seguras e evita decúbito dorsal prolongado.
  • Quando o quadro reúne lombalgia mecânica, alteração postural e padrão respiratório alterado, a melhor resposta costuma integrar correção postural, treino respiratório e exercícios funcionais adaptados.

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