Em relação à biopatologia da doença inflamatória intestinal ...
Em relação à biopatologia da doença inflamatória intestinal (DII), é correto afirmar que
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Tema central: biopatologia da Doença Inflamatória Intestinal (DII), envolvendo genética (NOD2/CARD15), imunologia (IL-23/Th17), marcadores sorológicos (ASCA, p-ANCA), fatores ambientais (tabagismo) e carcinogênese colite-associada.
Alternativa correta: D — NOD2/CARD15 é a associação genética mais consistentemente replicada na DII, sobretudo na doença de Crohn (especialmente ileal). O NOD2 é um receptor de reconhecimento de padrões (PRR) que detecta o muramil-dipeptídeo bacteriano; variantes de perda de função prejudicam a resposta inata, a função das células de Paneth e a produção de defensinas, facilitando inflamação intestinal crônica. Evidência robusta vem de múltiplos estudos de associação genética replicados (Harrison’s; UpToDate; diretrizes ECCO/ACG).
Por que as demais estão incorretas?
A — Invertida: ASCA (anti-Saccharomyces cerevisiae) associa-se mais à Crohn (sobretudo ileal), enquanto p-ANCA é mais frequente na Retocolite Ulcerativa (RCU). Embora úteis como suporte, não são diagnósticos isoladamente (sensibilidade moderada). Referências: UpToDate; ECCO.
B — A sequência molecular do câncer associado à colite difere do câncer colorretal esporádico. No esporádico: mutação APC precoce, seguida por KRAS e p53. Na colite: a mutação de p53 ocorre precocemente, e alterações em APC podem ser tardias ou ausentes; há “campo de inflamação” e displasia multifocal. Diretrizes ECCO/AGA reforçam vigilância endoscópica baseada em displasia, não em pólipos isolados.
C — IL-23 é pró-inflamatória, promovendo a via Th17 e perpetuando a resposta imune na DII. O benefício clínico de bloquear IL-12/23 (ustekinumabe) e IL-23 p19 (risanquizumabe para Crohn; mirikizumabe para RCU) confirma seu papel patogênico. Logo, não tem atividade protetora na RCU. (ACG/ECCO, UpToDate).
E — Tabagismo tem efeito nocivo na Crohn: aumenta risco, recidivas, cirurgia e doença fistulizante; cessação melhora o curso. Na RCU, fumar parece ter efeito protetor modesto (nicotina), mas não é recomendada a exposição pelo risco global. Portanto, a afirmação está invertida. (Harrison’s; ACG/AGA).
Dicas de prova:
- Genética: “NOD2 → Crohn (íleo)”.
- Sorologia: “ASCA → Crohn; p-ANCA → RCU”.
- Imunologia: “IL-23 = pró-inflamatória (Th17) → alvo terapêutico”.
- Carcinogênese: “p53 precoce na colite x APC precoce no esporádico”.
- Ambiente: “Tabaco piora Crohn; pode aliviar RCU (mas não prescrever)”.
Referências rápidas: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Inflammatory bowel disease: pathogenesis); Diretrizes ECCO/ACG/AGA sobre fisiopatologia e vigilância oncológica na DII.
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