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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2024 - TJ-SP - Psicólogo Judiciário |
Q3543301 Psicologia
Wesley é um garoto de 10 anos que passou por experiências traumáticas em seus primeiros anos de vida, a ponto de seus pais biológicos terem sido destituídos do poder familiar. Diante da possibilidade de Wesley ser adotado, a avaliação de seu potencial para a adoção deve
Alternativas

Gabarito comentado

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Alternativa correta: E - levar em conta a possível falta de correspondência entre os tempos psicológico, jurídico e cronológico.

Tema central: A questão aborda a avaliação psicológica no contexto de adoção, um processo delicado em que se deve considerar as especificidades do desenvolvimento infantil e a complexidade emocional diante de experiências traumáticas e mudanças familiares. O psicodiagnóstico deve ser ético, cuidadoso e atento aos diferentes ritmos de amadurecimento psicológico e às exigências legais e temporais do processo.

Base teórica: A avaliação para adoção deve considerar não apenas as necessidades legais (tempo cronológico e jurídico), mas principalmente o tempo psicológico da criança — ou seja, seu momento emocional, sua compreensão da situação e seus processos internos diante das mudanças. Segundo o CFP Resolução 07/2003 e o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei 8.069/90), o bem-estar integral da criança deve ser prioridade absoluta, o que inclui respeitar suas limitações e potencialidades individuais.

Justificativa da alternativa correta (E):

A alternativa E é a mais adequada porque reconhece que o processo de adoção envolve diferentes "tempos": o psicológico (relacionado ao ritmo de elaboração emocional da criança), o jurídico (relativo aos trâmites legais) e o cronológico (ligado à idade e ao tempo de espera). Nem sempre esses tempos coincidem; forçar um alinhamento pode causar sofrimento adicional ou dificultar a adaptação. Profissionais devem ser sensíveis a essas diferenças para garantir uma avaliação criteriosa e ética.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Errada. A avaliação não deve ser breve; o histórico traumático exige cuidado e aprofundamento para compreender os impactos emocionais.
  • B: Incorreta. A avaliação deve ocorrer antes do convívio com a família adotiva, para verificar a prontidão psicológica da criança.
  • C: Parcialmente correta, mas priorizar apenas o cognitivo é insuficiente; fatores emocionais e relacionais são essenciais.
  • D: Totalmente errada. Nunca se dispensa avaliação; a idade não justifica a omissão de um processo tão importante.

Estratégia de resolução: Fique atento a palavras que sugerem omissão, simplificação ou generalização excessiva. Em avaliações envolvendo crianças e adolescentes, a ética e o cuidado com a singularidade sempre prevalecem sobre prazos e formalidades.

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