O diagnóstico de síndrome da veia cava superior é o mais pr...
Paciente de sessenta e cinco anos de idade foi admitido no serviço de emergência com queixa de dispneia e edema de membros superiores e face havia quarenta e oito horas. Ele queixava-se também de diplopia havia meses. O médico plantonista percebeu, ao exame físico, a presença de circulação venosa colateral na parede torácica anterior.
A respeito desse quadro clínico e de aspectos a ele relacionados, julgue os itens a seguir.
Gabarito comentado
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Tema central: O caso apresentado aborda a Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS), uma condição clínica resultante da obstrução da veia cava superior, frequentemente associada a tumores intratorácicos, como carcinomas pulmonares.
Justificativa da alternativa correta: O diagnóstico de SVCS é correto (Certo), pois o paciente apresenta sinais clássicos: dispneia, edema de face e membros superiores (progressivos e incapacitantes), circulação venosa colateral na parede torácica anterior, e diplopia. Segundo o artigo “O que o Emergencista Precisa Saber sobre as Síndromes da Veia Cava Superior...” na Revista Brasileira de Cancerologia: “A SVCS é caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas decorrentes da obstrução do fluxo sanguíneo na veia cava superior, frequentemente associada a neoplasias intratorácicas.” Portanto, a hipótese diagnóstica deve, prioritariamente, ser a SVCS, considerando o conjunto de queixas e achados físicos.
Análise das alternativas:
- Certo: Correta, conforme explicado acima.
- Errado: Incorreta, pois ignora os principais sinais característicos da SVCS. Outros diagnósticos diferenciais, como insuficiência cardíaca, linfedema ou síndrome nefrótica, não explicam adequadamente o padrão topográfico do edema (acima do diafragma) nem a presença de circulação venosa colateral visível. Na prática clínica, o aparecimento súbito de sintomas compressivos cervicotorácicos deve sempre levantar a suspeita de SVCS, principalmente em adultos idosos.
Abordagem diagnóstica e protocolos: O diagnóstico é predominantemente clínico, complementado por exames de imagem – preferencialmente tomografia de tórax, que permite identificar a causa da obstrução. O tratamento varia segundo gravidade e etiologia, com prioridade à estabilização das vias aéreas, oxigenação e tratamento do tumor subjacente, conforme preconizado nos protocolos e literatura especializada.
Estratégia de prova: Dê atenção especial a sintomas de congestão venosa “de cima para baixo” (edema facial e de membros superiores), circulação colateral e história oncológica prévia. Evite perder pontos por ignorar sintomas típicos!
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