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Q3293380 Medicina
Um paciente de 42 anos foi levado ao plantão após colisão automobilística, apresentando traumatismo craniano moderado (GCS=10). A tomografia de crânio revela contusão frontotemporal. Ele está agitado, com sinais de hipertensão intracraniana incipiente. Diante do cenário de trauma crânio-encefálico, marque a melhor estratégia no manejo inicial.
Alternativas

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O tema central desta questão é o manejo inicial do trauma crânio-encefálico (TCE), especialmente em pacientes apresentando sinais de hipertensão intracraniana. Vamos abordar a melhor estratégia de tratamento para um paciente que sofreu um TCE moderado com sinais de hipertensão intracraniana incipiente.

Justificativa para a Alternativa Correta (B): A alternativa B propõe aplicar um diurético osmótico (como manitol ou salina hipertônica), estabilizar as funções vitais através da abordagem ABC (via aérea, respiração, circulação) e monitorar a pressão intracraniana (PIC). Além disso, sugere considerar uma intervenção neurocirúrgica se houver piora. Essa abordagem está alinhada com as diretrizes contemporâneas de manejo do TCE, que enfatizam a importância de controlar a hipertensão intracraniana, pois isso pode diminuir o risco de lesão cerebral secundária e melhorar o prognóstico do paciente. O uso de diuréticos osmóticos ajuda a reduzir a pressão intracraniana ao diminuir o volume de líquido no cérebro, enquanto a monitorização da PIC permite intervenções oportunas se houver agravamento dos sintomas.

Análise das Alternativas Incorretas:

A) Evitar a monitorização de PIC é um erro neste contexto. Mesmo em uma contusão moderada, a monitorização é crucial para detectar alterações na pressão intracraniana que possam necessitar de intervenção. A sedação leve, por si só, não é suficiente para controlar a hipertensão intracraniana.

C) Fornecer apenas analgésico oral e manter o paciente acordado para observação negligencia os riscos associados à hipertensão intracraniana. Essa abordagem pode deixar de tratar uma condição potencialmente grave, não abordando adequadamente a necessidade de controlar a pressão intracraniana.

D) Aguardar regressão espontânea dos sintomas sem suporte intensivo é inadequado em casos de TCE com sinais de hipertensão intracraniana. A intervenção precoce é essencial para evitar deterioração neurológica e melhorar o resultado clínico.

É importante ressaltar que o manejo do TCE segue diretrizes como as da Brain Trauma Foundation, que enfatizam a monitorização da PIC e o uso de diuréticos osmóticos em casos de hipertensão intracraniana.

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