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    O Sr. A.G.S. de 58 anos, com diagnóstico recente de dia...

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Q3994963 Medicina
    O Sr. A.G.S. de 58 anos, com diagnóstico recente de diabetes mellitus tipo 2, HbA1c de 7,4 %, IMC 23 kg/ m², sem doença cardiovascular estabelecida, função renal preservada e sem sintomas. Após orientação dietética e incentivo à atividade física por 3 meses, não houve redução significativa da HbA1c. Qual é a conduta farmacológica inicial mais indicada? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em DM2 recém-diagnosticado, assintomático, com HbA1c de 7,4%, função renal preservada e sem doença cardiovascular estabelecida, após falha de 3 meses apenas com medidas não farmacológicas, não há indicação de insulinização imediata nem de priorização de outra classe; a conduta farmacológica inicial mais indicada é metformina associada à manutenção do estilo de vida.

Tema central: Terapia inicial no DM2
Análise das alternativas
A
Certa
A metformina é a primeira escolha farmacológica habitual no DM2 quando não há contraindicação relevante, especialmente em quadro recente, assintomático, com hiperglicemia leve e função renal preservada. Neste caso, ela é sustentada pelo perfil clínico descrito: reduz HbA1c, tem baixo risco de hipoglicemia, perfil favorável sobre peso em comparação com sulfonilureias e deve ser associada à continuidade das medidas não farmacológicas, não as substituindo.
B
Errada
Insulina basal não é a melhor conduta inicial aqui porque sua indicação de início costuma estar ligada a hiperglicemia importante, sintomas marcados, cetose, perda ponderal ou estado catabólico. O enunciado descreve exatamente o oposto: HbA1c discretamente elevada, ausência de sintomas e quadro estável. Insulinizar rotineiramente nesse cenário é tecnicamente inadequado por aumentar a intensidade terapêutica sem critério de gravidade.
C
Errada
Sulfonilureia até reduz glicemia, mas não é a monoterapia inicial preferencial neste perfil clínico porque há opção de primeira linha mais consolidada: metformina. O motivo concreto para excluí-la é o pior perfil de segurança metabólica comparativa, com maior risco de hipoglicemia e ganho de peso, sem haver no caso qualquer fator que impeça o uso inicial de metformina.
D
Errada
O erro da alternativa está na formulação 'imediatamente' e 'independente de outras condições clínicas'. A tirzepatida não é indicação automática universal no DM2 recém-diagnosticado. Sua escolha depende de contexto clínico, metas terapêuticas, peso e estratégia individualizada. Como o paciente não tem comorbidade cardiorrenal que desloque a primeira escolha, não apresenta obesidade e há uma opção inicial preferencial bem estabelecida, essa alternativa está medicamente incorreta.
Pegadinha da questão
A banca testou se o candidato abandonaria o papel clássico da metformina diante de uma HbA1c de 7,4% e da presença de droga mais nova, apesar de o caso não trazer gravidade clínica nem comorbidades que mudem a primeira escolha.
Dica para questões semelhantes
  • Em DM2 recente e assintomático, primeiro defina se há gravidade clínica: sintomas, catabolismo, cetose ou hiperglicemia importante mudam a intensidade inicial.
  • Se a função renal estiver preservada e não houver comorbidade cardiorrenal que priorize outra classe, metformina segue como primeira escolha farmacológica geral.
  • Não escolha sulfonilureia como primeira resposta só porque reduz glicemia; compare risco de hipoglicemia e ganho de peso com a hierarquia terapêutica do cenário.
  • Desconfie de alternativas que proponham drogas modernas de forma automática e independente do contexto clínico.

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