Paciente do sexo masculino, 65 anos, trabalhador com solda p...
Gabarito comentado
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Comentário da Questão — Revisão para Concursos em Gastroenterologia
Tema central: A questão avalia o entendimento sobre encefalopatia hepática e suas causas, destacando a relevância de shunt portossistêmico congênito quando não há insuficiência hepática confirmada. Foca ainda na interpretação dos achados característicos de imagem e na integração da história ocupacional e clínica ao diagnóstico diferencial.
Alternativa correta: B
Justificativa: A encefalopatia hepática pode ocorrer não só devido à insuficiência hepática, mas também por shunt portossistêmico congênito ou adquirido, que permite a passagem de toxinas para a circulação sistêmica sem a devida depuração hepática. Segundo o Protocolo Assistencial do HC-UFMG, a EH pode ter causas potencialmente tratáveis, como a presença de shunt, e sua identificação pode modificar o manejo clínico e reverter os sintomas. Ao desconfiar de encefalopatia sem insuficiência hepática, como o enunciado sugere, a investigação do shunt é mandatória, sendo frequentemente passível de correção terapêutica.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. O quadro neurológico do paciente está, sim, potencialmente relacionado ao distúrbio hepático, especialmente pela possibilidade de encefalopatia secundária à hepatopatia ou shunt.
C) Parcialmente verdadeira, mas incompleta e pouco específica. O “alto sinal” descrito na RM ocorre em sequências T1, mas não apresenta análise clínica abrangente, tampouco orienta o manejo ou destaca a etiologia importante para o paciente.
D) Irrelevante. A exclusão de neurofibromatose tipo 1 não possui relação significativa com o quadro apresentado e nem com os achados de imagem reportados.
E) Errada. História clínica (profissão envolvendo solda e pintura) e achados físicos são imprescindíveis para diagnóstico diferencial, podendo até sugerir intoxicação por manganês, além da contribuição para raciocínio clínico quanto à hepatopatia.
Detalhes e dicas para concursos:
- Fique atento: o termo “sem realce ao meio de contraste” sugere processo não neoplásico, reforçando a hipótese tóxica/metabólica.
- Conexão entre quadro clínico, história ocupacional e exames de imagem é fundamental para o gabarito.
Resumo clínico importante: “Hipersinal nos globos pálidos” em T1 é típico da deposição de manganês, frequentemente por disfunção hepática ou shunt portossistêmico (Harrison's Principles of Internal Medicine, 20ª Ed.).
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