No diagnóstico diferencial das encefalites virais agudas na...

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Q3913303 Medicina
No diagnóstico diferencial das encefalites virais agudas na infância, os achados de neuroimagem e laboratoriais são fundamentais para direcionar a terapia. Sobre a encefalite por Vírus Herpes Simples tipo 1 (HSV-1), assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A encefalite por HSV-1 é a principal causa de encefalite esporádica e tem padrão clássico de acometimento necro-hemorrágico dos lobos temporais e do córtex órbito-frontal; além disso, o PCR do LCR pode ser falsamente negativo nas fases muito iniciais. Esse conjunto de achados é o que sustenta a alternativa D.

Tema central: Encefalite por HSV-1
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui ao HSV-1 um padrão de RM que não é o clássico. Hipersinal bilateral e simétrico de caudado e putâmen aponta mais para encefalopatias metabólicas, tóxicas, hipóxicas ou mitocondriais do que para encefalite herpética. No HSV-1, o padrão decisivo é temporal e órbito-frontal, não estriatal simétrico.
B
Errada
Está errada porque mistura contextos etiológicos distintos. A infecção neonatal por HSV é entidade relevante e grave, portanto não cabe tratá-la como rara a ponto de perder importância no diferencial. Além disso, calcificações periventriculares e cistos temporais remetem ao espectro de infecção congênita por CMV, e não definem a encefalite por HSV-1 pedida na questão.
C
Errada
Está errada porque supervaloriza o EEG. Complexos periódicos podem ocorrer na encefalite herpética, mas não são patognomônicos, portanto não confirmam o diagnóstico de forma exclusiva. Também é falsa a afirmação de prognóstico invariavelmente fatal, já que esse achado eletroencefalográfico não determina fatalidade em todos os casos.
D
Certa
A alternativa D está correta porque combina os três elementos decisivos da encefalite herpética por HSV-1: etiologia típica de encefalite esporádica, topografia característica na neuroimagem e limitação diagnóstica do PCR liquórico nas fases muito iniciais. O padrão anatômico clássico é de acometimento dos lobos temporais e do córtex órbito-frontal, frequentemente com necrose e hemorragia, e esse padrão é o que direciona fortemente a hipótese. Além disso, PCR inicial negativa no LCR não exclui o diagnóstico quando a suspeita clínico-radiológica é alta.
Pegadinha da questão
A banca explorou a troca do padrão temporal/órbito-frontal do HSV-1 por outros achados marcantes, mas de outro contexto: lesão bilateral dos núcleos da base, estigmas de CMV congênito e EEG tratado como patognomônico; além disso, testou o erro de excluir HSV por PCR liquórica negativa muito precocemente.
Dica para questões semelhantes
  • Em HSV-1, procure primeiro a topografia: lobos temporais e córtex órbito-frontal, e não núcleos da base simétricos.
  • PCR negativa no LCR nas primeiras 24-72 horas não afasta encefalite herpética se a suspeita clínico-radiológica for forte.
  • Achado clássico de EEG em encefalite herpética é exame de apoio, não critério patognomônico.
  • Não confunda encefalite herpética aguda com padrão de infecção congênita por CMV.

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