A diferenciação entre encefalopatias progressivas (evolutiv...

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Q3913300 Medicina
A diferenciação entre encefalopatias progressivas (evolutivas) e não progressivas (estáticas), como a Paralisia Cerebral (PC), é um pilar do diagnóstico em neurologia infantil. Assinale a alternativa correta sobre esta distinção.
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é que a paralisia cerebral corresponde a uma agressão não progressiva ao encéfalo em desenvolvimento; por isso, a piora funcional pode ocorrer por manifestações secundárias sem que haja neurodegeneração de base. No enunciado, essa distinção entre encefalopatia estática e processo evolutivo torna a alternativa D a correta.

Tema central: Distinção entre encefalopatia estática não progressiva (paralisia cerebral) e encefalopatia progressiva, com possibilidade de pseudorregressão funcional
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque restringe indevidamente a definição de paralisia cerebral à lesão hipóxico-isquêmica dos hemisférios cerebrais. O critério diagnóstico da PC não é etiologia hemisférica exclusiva, mas sim agressão não progressiva ao encéfalo em desenvolvimento. A topografia não se limita ao córtex ou aos hemisférios e pode envolver outras estruturas encefálicas.
B
Errada
Está errada porque fenilcetonúria não é exemplo clássico de encefalopatia estática perinatal. Trata-se de doença metabólica hereditária em que o dano neurológico decorre de toxicidade metabólica persistente se não tratada, o que a afasta do conceito de lesão encefálica fixa e não progressiva típico da PC.
C
Errada
Está errada porque inverte o critério semiológico decisivo. Regressão do desenvolvimento, com perda de habilidades já adquiridas, aponta para encefalopatia evolutiva/progressiva, como doenças metabólicas, genéticas ou neurodegenerativas. Já atraso global sem perda de aquisições é compatível com encefalopatia estática.
D
Certa
A alternativa D está correta porque descreve o ponto definidor da paralisia cerebral: trata-se de distúrbio motor decorrente de agressão não progressiva ao cérebro fetal ou infantil em desenvolvimento. Isso não impede modificação do quadro funcional ao longo do tempo. Piora aparente pode ocorrer por fenômenos secundários, como epilepsia mal controlada, espasticidade, retrações tendíneas e deformidades ortopédicas, sem que isso signifique encefalopatia progressiva. Esse é exatamente o critério clínico-conceitual que separa PC de doenças evolutivas.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre lesão encefálica não progressiva e quadro clínico imutável: na PC a lesão é estática, mas o funcionamento pode piorar por causas secundárias, o que não equivale a regressão verdadeira por doença evolutiva.
Dica para questões semelhantes
  • Na paralisia cerebral, diferencie sempre lesão causal estática de mudança funcional ao longo do tempo.
  • Perda de marcos já adquiridos pesa a favor de encefalopatia progressiva, não de encefalopatia estática.
  • Não defina PC pela causa mais comum nem por localização anatômica única; o definidor é a agressão não progressiva ao encéfalo em desenvolvimento.

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