O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é definido por défic...

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Q3913296 Medicina
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é definido por déficits na comunicação social e padrões restritos/repetitivos de comportamento. Sobre a investigação complementar no TEA, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O TEA é diagnóstico clínico, e a investigação complementar deve ser dirigida por achados associados, não feita de rotina; no caso, isso torna correta a alternativa que restringe EEG à suspeita de epilepsia/regressão compatível com afasia epiléptica e neuroimagem apenas a razões clínicas específicas, sem obrigatoriedade pela macrocefalia isolada.

Tema central: Exames complementares no TEA
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A expressa a conduta correta em neurologia do neurodesenvolvimento: no TEA, não se recomenda EEG nem neuroimagem como rotina. O EEG é exame dirigido quando há suspeita de epilepsia, eventos paroxísticos ou regressão com hipótese de afasia epiléptica/encefalopatia epiléptica. A neuroimagem fica reservada para sinais neurológicos focais, alteração do exame neurológico, suspeita estrutural, sinais de hipertensão intracraniana ou outra indicação clínica objetiva. A menção à macrocefalia não invalida a alternativa, porque macrocefalia isolada no TEA não torna a RM obrigatória.
B
Errada
Está errada porque regressão de linguagem no TEA não é clinicamente indistinguível da síndrome de Landau-Kleffner. Esta é uma afasia epiléptica adquirida, com perfil clínico próprio e associação com anormalidades epileptiformes. Além disso, o EEG não é o único método diagnóstico para diferenciar as condições; a distinção é clínico-eletroencefalográfica, dependente da história, do padrão de regressão, do exame neurológico e da evolução.
C
Errada
Está errada porque distorce a etiologia do TEA. Erros inatos do metabolismo representam minoria muito pequena das causas de TEA e não justificam investigação metabólica obrigatória universal. Fenilcetonúria e deficiência de biotinidase podem estar no diagnóstico diferencial de quadros do neurodesenvolvimento, mas sua possibilidade não autoriza afirmar que sejam a maioria das causas nem que toda criança com TEA deva ser submetida a triagem metabólica sem pistas clínicas.
D
Errada
Está errada porque transforma um achado possível do fenótipo em indicação compulsória de exame. Macrocefalia pode ocorrer em subgrupos de TEA e, isoladamente, não implica hidrocefalia nem obriga IRM. A indicação de neuroimagem depende de sinais associados, como hipertensão intracraniana, focalidade neurológica, alteração do exame neurológico, regressão neurológica ou outro contexto clínico sugestivo. Portanto, a palavra 'obrigatoriamente' torna a alternativa incorreta.
Pegadinha da questão
A banca explorou a tendência de superindicar exames no TEA: transformar macrocefalia isolada em indicação automática de RM, tomar regressão de linguagem como sinônimo de Landau-Kleffner e universalizar investigação metabólica para causas raras.
Dica para questões semelhantes
  • Em TEA, procure primeiro a alternativa que trate o transtorno como diagnóstico clínico e reserve exames complementares para situações com suspeita específica.
  • EEG não é rastreio de rotina no TEA; pense nele quando houver crises, eventos paroxísticos ou regressão com hipótese de afasia epiléptica.
  • Neuroimagem no TEA depende de achado neurológico objetivo ou sinal clínico estrutural; macrocefalia isolada não basta para torná-la obrigatória.
  • Se a alternativa disser que erro inato do metabolismo é causa majoritária ou que triagem metabólica é obrigatória para todos, ela contraria o critério etiológico correto.

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