O Transtorno Específico da Aprendizagem (TEAp) com prejuízo...

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Q3913295 Medicina
O Transtorno Específico da Aprendizagem (TEAp) com prejuízo na leitura (dislexia) envolve uma dificuldade na decodificação fonológica. Sobre as bases neurobiológicas deste transtorno, analise as afirmativas a seguir.

I.A teoria fonológica, a mais aceita, postula que o déficit primário da dislexia é a dificuldade na consciência de que a linguagem é formada por fonemas e na correspondência grafema-fonema.
II.Nos indivíduos disléxicos, observa-se uma hipoativação da região occipitotemporal (responsável pela leitura rápida e automática) e uma hiperativação compensatória do giro frontal inferior (linguagem oral) e da região temporoparietal (via analítica).
III.Estudos genéticos identificaram genes candidatos à dislexia (ex: DYX1C1, DCDC2, KIAA0319) que estão envolvidos no processo de migração neuronal e orientação axonal, corroborando achados post mortem de ectopias e displasias neuronais.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A resolução depende de identificar que a questão cobra o modelo neurobiológico consolidado da dislexia do desenvolvimento: déficit fonológico com dificuldade de consciência fonêmica e de mapeamento grafema-fonema, alteração funcional dos circuitos de leitura com subativação occipitotemporal esquerda e recrutamento compensatório frontal/temporoparietal, além de base neurodesenvolvimental/genética compatível com genes candidatos ligados à migração neuronal. Como as assertivas I, II e III descrevem esses eixos, a alternativa correta é C.

Tema central: Neurobiologia da dislexia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque elimina a assertiva III, que é compatível com a base genética e neurodesenvolvimental da dislexia. Os genes citados são genes candidatos relacionados a processos de desenvolvimento cortical, como migração neuronal e organização axonal, e isso é coerente com achados post mortem descritos na base.
B
Errada
Está errada porque elimina a assertiva II, mas II descreve o padrão funcional aceito dos circuitos de leitura na dislexia. A hipoativação occipitotemporal esquerda compromete o reconhecimento rápido e automático da palavra, e o recrutamento de giro frontal inferior e região temporoparietal é compatível com o modelo clássico.
C
Certa
A alternativa C está correta porque reúne três proposições compatíveis com o conhecimento neurocognitivo consolidado sobre dislexia. A assertiva I está certa ao apontar o déficit fonológico como núcleo fisiopatológico, especialmente a dificuldade de consciência fonêmica e da correspondência grafema-fonema, que compromete a decodificação. A II também está correta ao descrever o padrão funcional clássico, com hipoativação occipitotemporal esquerda e recrutamento compensatório de regiões frontais inferiores e temporoparietais. A III está correta ao relacionar genes candidatos à dislexia, como DYX1C1, DCDC2 e KIAA0319, a processos de migração neuronal e orientação axonal, em coerência com achados neuropatológicos de ectopias e displasias microscópicas.
D
Errada
Está errada porque elimina a assertiva I, justamente a mais central do ponto cobrado. A teoria fonológica é a explicação mais aceita para a dislexia do desenvolvimento, e o déficit em consciência fonológica e na correspondência grafema-fonema é o mecanismo que compromete a decodificação.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões frequentes: descartar a genética por não haver gene único determinante e considerar a assertiva II errada por esperar um padrão de neuroimagem rígido e idêntico em todos os indivíduos. No modelo clássico cobrado, ambas permanecem corretas.
Dica para questões semelhantes
  • Se a afirmação descrever déficit de consciência fonêmica e de conversão grafema-fonema, isso favorece correção em questões sobre dislexia.
  • Nos circuitos de leitura, pense em subativação posterior esquerda, especialmente occipitotemporal, com recrutamento compensatório de áreas frontais inferiores e, em modelos clássicos, temporoparietais.
  • Achados genéticos em dislexia costumam indicar susceptibilidade neurodesenvolvimental multifatorial, não diagnóstico por gene único nem herança mendeliana simples.

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