Na recepção de um hospital um homem e uma mulher aguardam a...
O tipo de marcha compatível com a descrição é a
Gabarito comentado
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Tema central: semiologia da marcha – diferenciação entre padrões ataxo-sensitivos, cerebelares, parkinsonianos e hemiparéticos.
Alternativa correta: B – Marcha tabética (ataxia sensitiva)
O padrão descrito é típico de marcha tabética: o paciente fixa o olhar no chão para compensar a perda da propriocepção, eleva os membros inferiores de forma abrupta e “estampilha” os calcanhares no solo (batida vigorosa). Decorrem de lesão das colunas dorsais (lemnisco medial), como na tabes dorsalis (neurosífilis), deficiência de B12 ou neuropatia sensitiva. Característicos: base alargada variável, dependência visual e Romberg positivo (piora acentuada ao fechar os olhos). Referências: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate – Gait disorders in adults.
Como reconhecer na prova (estratégia): associe as pistas “olhar no chão” + “calcanhar bate forte” + “elevação explosiva das pernas” à ataxia sensitiva/tabética. Lembre: piora no escuro e melhora com pistas visuais.
Por que as demais estão incorretas?
A – Cerebelar: marcha ataxica de base alargada, com titubeio do tronco e oscilação para os lados; a instabilidade ocorre com olhos abertos e fechados (Romberg “sensitivo” não se aplica). Não há necessidade de olhar fixo para o chão nem batida deliberada do calcanhar. (Adams & Victor’s Principles of Neurology; UpToDate).
C – Parkinsoniana: passos curtos e arrastados, festinação, tronco anteflexo, redução do balanço dos braços, dificuldade para iniciar ou virar e freezing. Não há elevação explosiva das pernas nem estampilhar de calcanhares. (Diretrizes da MDS/EFNS; Harrison’s).
D – Helicópode: termo clássico para a marcha hemiparética com circundução (a perna descreve um semicírculo para frente e lateral). Alternativamente, alguns textos usam para “marcha em hélice”. Em ambos, não há dependência visual marcada nem batida dos calcanhares bilateral. Se fosse steppage (neuropatia do fibular/L5), o antepé “cai” e o paciente eleva joelho e quadril, com batida do antepé, não do calcanhar.
Achados e exames úteis (contexto clínico): hipoestesia de vibração/posição, Romberg positivo, pesquisa de VDRL/FTA-ABS (neurosífilis), dosagem de vitamina B12, avaliação de neuropatia periférica (eletroneuromiografia) conforme suspeita. O tratamento dirige-se à causa (p.ex., penicilina na neurossífilis; reposição de B12), mas a questão exige apenas a identificação do padrão de marcha.
Resumo para prova: “Olhar no chão” + “calcanhar que estampa” = marcha tabética. Se fosse cerebelar: base muito alargada e oscilação sem dependência visual. Se fosse parkinsoniana: passos curtos/arrastados. Se fosse hemiparética (helicópode): circundução unilateral.
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