Na avaliação do cotovelo, a dorsoflexão e supinação do punho...
Na avaliação do cotovelo, a dorsoflexão e supinação do punho contra a resistência, com cotovelo em extensão é utilizada pelo ortopedista para suspeita diagnóstica de:
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Tema central: O foco da questão é a avaliação clínica do cotovelo, especialmente no contexto das síndromes compressivas de nervos e das tendinopatias comuns. Conhecimentos fundamentais sobre testes ortopédicos e anatomia funcional do cotovelo são essenciais para distinguir quadros que geram dor e déficit funcional nos movimentos de dorsoflexão e supinação.
Justificativa para a alternativa correta (C):
A Síndrome do Interósseo Posterior (SNIP) resulta da compressão do nervo interósseo posterior, ramo motor do nervo radial. O quadro clínico envolve dor no antebraço proximal e fraqueza para extensão dos dedos e punho, sem acometimento sensitivo. O teste descrito (supinação e dorsoflexão contra resistência, com cotovelo em extensão) tensiona o nervo interósseo, exacerbando a dor e facilitando sua identificação.
Segundo o Manual de Procedimentos para os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT):
“Síndrome do interósseo posterior: compressão do nervo interósseo posterior, ramo motor do nervo radial, ao nível do cotovelo, causando dor e fraqueza na extensão dos dedos e do punho.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Epicondilite lateral: Embora provoque dor à extensão resistida do punho, a supinação não é habitualmente dolorosa nesse caso. O foco de dor é sobre o epicôndilo lateral.
B) Epicondilite medial: Ocorre em flexores e pronadores do punho, não sendo associado à dor na extensão e supinação.
D) Síndrome do interósseo anterior: Trata-se do ramo motor do nervo mediano, associado à fraqueza de pinça do polegar e indicador, não envolvido em supinação ou dorsoflexão do punho.
E) Bloqueio de partes moles: Não se refere a quadro compressivo nervoso nem à fisiopatologia abordada; é termo inespecífico nesta situação.
Achados clínicos e abordagem diagnóstica: A SNIP se manifesta com fraqueza dos músculos extensores, sem perda sensitiva. O diagnóstico é clínico, confirmando-se por eletroneuromiografia se necessário. Atenção especial deve ser dada para diferenciar de epicondilite lateral, que geralmente cursa com dor local, mas sem déficit motor notável.
Pontos-chave para concursos: Fique atento à descrição dos movimentos realizados no teste. Questões podem confundir SNIP com epicondilite lateral; sempre veja se há ênfase em déficit motor (SNIP) ou dor localizada sem fraqueza (epicondilite).
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