A identificação da Osteogênese Imperfeita (OI), também conh...

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Q2318808 Medicina
A identificação da Osteogênese Imperfeita (OI), também conhecida como doença dos ossos de vidro ou quebradiços ou doença de Lobstein, em seu estágio inicial e o encaminhamento ágil e adequado para o atendimento especializado dão à Atenção Primária um caráter essencial para um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos.
Além dos achados característicos no exame físico, exames laboratoriais devem ser realizados para confirmar o diagnóstico e avaliar os resultados da terapêutica medicamentosa.
São indicadas as dosagens séricas elencadas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a. 
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a Osteogênese Imperfeita (OI), doença genética caracterizada por fragilidade óssea devido à alteração na produção do colágeno tipo I. O foco está em quais exames laboratoriais são indicados para o diagnóstico diferencial e monitoramento da OI.

Justificativa da alternativa correta (B – Vitamina D):
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde sobre OI, “a avaliação do metabolismo do cálcio (dosagens de cálcio, fósforo, fosfatase alcalina e PTH) é útil para afastar hipocalcemia ou hiperparatireoidismo pré-existentes”. A dosagem de vitamina D NÃO faz parte do painel essencial para o diagnóstico ou acompanhamento da OI, pois a doença decorre de defeito genético do colágeno, não de carência desse nutriente.

Análise das alternativas:

A) Fosfatase alcalina: indicada, pois está relacionada à formação óssea e pode variar conforme o grau de atividade osteoblástica. É importante na diferenciação de doenças ósseas.
C) Cálcio: a avaliação dos níveis séricos de cálcio é fundamental para afastar outros distúrbios metabólicos ósseos.
D) Paratormônio (PTH): o PTH regula o metabolismo do cálcio e fósforo, auxiliando no diagnóstico de alterações secundárias.
E) Fósforo: deve ser avaliado junto ao cálcio, pois alterações podem indicar distúrbios minerais secundários.

Pegadinhas e dicas de prova:
É comum em provas confundir OI com outras doenças ósseas carenciais, como o raquitismo. Cuidado: a deficiência de vitamina D é típica de doenças metabólicas ósseas, mas na OI a alteração é genética. Foque sempre nas diretrizes e nas fisiopatologias específicas de cada enfermidade.

Diretriz oficial:
De acordo com o PCDT de OI – Ministério da Saúde, “foram recomendadas dosagens de cálcio, fósforo, fosfatase alcalina e PTH” no diagnóstico diferencial. A dosagem de vitamina D, apesar de importante em outras condições, não consta como rotina para OI (seção Diagnóstico Laboratorial).

Portanto, alternativa correta: B) Vitamina D

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A Osteogênese Imperfeita (OI) é uma doença genética que afeta principalmente a formação dos ossos, tornando-os mais frágeis e suscetíveis a fraturas. Para o diagnóstico e o acompanhamento da OI, são necessários exames que avaliem o metabolismo ósseo. A fosfatase alcalina (alternativa A) é frequentemente utilizada para avaliar a atividade de formação óssea, enquanto o cálcio (alternativa C), o paratormônio (PTH) (alternativa D) e o fósforo (alternativa E) são importantes para entender o equilíbrio mineral e a função paratireoidiana que são críticos na fisiopatologia da OI. A vitamina D (alternativa B) também está envolvida na saúde óssea, pois ajuda na absorção de cálcio e fósforo; contudo, a dosagem sérica da vitamina D não é uma medida diretamente relacionada à atividade da doença ou à eficácia do tratamento específico da OI, mas sim ao estado nutricional/ambiental do paciente e possíveis transtornos relacionados a essa vitamina. Portanto, a vitamina D é a exceção na lista dos exames indicados especificamente para confirmar o diagnóstico e avaliar o tratamento da OI, justificando a resposta correta ser a alternativa B. É importante ressaltar que, embora não seja um indicador direto da atividade da OI, a avaliação dos níveis de vitamina D ainda pode ser relevante para a gestão geral da saúde óssea do paciente.

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