Paciente de 42 anos, portador de megaesôfago chagásico grau...

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Q3792259 Medicina
Paciente de 42 anos, portador de megaesôfago chagásico grau 3 de Rezende, foi submetido a cardiomiotomia por vídeo com fundoplicatura parcial de 180 graus. Refere não ter tido melhora significativa da disfagia mesmo após 60 dias do procedimento. Assinale a alternativa correta em relação à provável causa.
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A ausência de melhora significativa da disfagia em 60 dias após cardiomiotomia em paciente com megaesôfago chagásico sugere falha técnica do procedimento, especialmente miotomia incompleta, pois a obstrução funcional da junção esofagogástrica permanece; por isso, a alternativa correta é a E.

Tema central: Disfagia persistente pós-cardiomiotomia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por confronto direto com o enunciado: houve fundoplicatura parcial de 180 graus, portanto não houve falta de procedimento antirrefluxo. Além disso, refluxo por ausência de válvula não é a melhor explicação para manutenção precoce da disfagia como queixa principal.
B
Errada
Está errada porque eventual ineficácia da válvula parcial favoreceria refluxo, cujo quadro esperado é de pirose, regurgitação ou esofagite. Isso não explica melhor disfagia persistente já em 60 dias, que aponta para obstrução residual da junção esofagogástrica.
C
Errada
Está errada porque estenose péptica depende de agressão ácida crônica com inflamação, cicatrização e fibrose. Essa cronologia não faz da estenose péptica a causa principal mais provável de disfagia sem melhora em apenas 60 dias após a cirurgia.
D
Errada
Está errada porque o megaesôfago grau 3 pode limitar o resultado funcional, mas não é a causa mais provável de ausência de melhora significativa logo após procedimento tecnicamente adequado. No pós-operatório precoce, a prioridade etiológica é falha técnica da desobstrução, especialmente miotomia incompleta.
E
Certa
A cardiomiotomia deve seccionar adequadamente as fibras musculares da zona de alta pressão da junção esofagogástrica. Se a miotomia fica incompleta, persiste a obstrução funcional responsável pela disfagia. Por isso, quando o sintoma-alvo praticamente não melhora no pós-operatório precoce, a explicação mais provável é miotomia insuficiente, e não refluxo ou evolução natural isolada da doença.
Pegadinha da questão
A banca mistura dois elementos que desviam do núcleo decisivo: citar a fundoplicatura parcial para induzir raciocínio em refluxo e citar o grau 3 de Rezende para induzir atribuição à doença avançada. Mas a pergunta é sobre persistência precoce da disfagia, o que favorece falha técnica da miotomia.
Dica para questões semelhantes
  • Se a queixa principal persiste logo após cardiomiotomia, pense primeiro em desobstrução insuficiente da junção esofagogástrica.
  • Fundoplicatura parcial é medida antirrefluxo adjuvante; sua discussão explica refluxo, não a melhor causa de disfagia persistente precoce.
  • Doença avançada pode reduzir ganho funcional, mas ausência de melhora já no início do pós-operatório pesa mais para falha técnica do que para história natural.

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