Paciente apresentou perfuração iatrogênica durante dilataçã...

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Q3792250 Medicina
Paciente apresentou perfuração iatrogênica durante dilatação de esôfago (para tratamento de acalasia). Foi submetido a reparo cirúrgico que encontrou muita dificuldade devido ao processo inflamatório e hematoma. O cirurgião optou por rafia do esôfago na transição (4 pontos) e uma válvula total cobrindo a sutura. No 7 pós-operatório apresentava vômitos com restos alimentares e distensão epigástrica. Qual é a principal hipótese? 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A base de decisão informa que não há dispositivo normativo ou jurisprudencial aplicável; o critério decisivo é técnico-médico. Diante de cirurgia difícil na transição esofagogástrica, com inflamação e hematoma, a hipótese que melhor se ajusta ao quadro de vômitos com restos alimentares e distensão epigástrica no 7º pós-operatório é a lesão inadvertida do nervo vago, que leva a disfunção motora gástrica.

Tema central: Complicação pós-operatória esofagogástrica
Análise das alternativas
A
Errada
Estenose na rafia não é a principal hipótese adotada pela base porque tenderia a justificar disfagia ou dificuldade de trânsito esofágico. O quadro valorizado pelo gabarito oficial é de retenção alimentar gástrica com distensão epigástrica, mais compatível com disfunção motora por lesão vagal.
B
Errada
Obstrução da fundoplicatura é uma hipótese mecânica de trânsito, mas o quadro descrito aponta mais diretamente para gastroparesia/atonia gástrica por lesão do nervo vago: cirurgia difícil na transição esofagogástrica, seguida de vômitos com restos alimentares e distensão epigástrica no 7º pós-operatório. Por isso, a alternativa não se ajusta melhor ao mecanismo funcional indicado pela base.
C
Certa
A alternativa C está correta porque, segundo a base fornecida e o gabarito oficial, a dissecção difícil na junção esofagogástrica expõe ao risco de lesão vagal, e a consequência funcional apontada é gastroparesia/atonia gástrica. Esse mecanismo se ajusta ao padrão descrito: vômitos com restos alimentares e distensão epigástrica no pós-operatório precoce.
D
Errada
Úlcera péptica não se ajusta como principal explicação para quadro pós-operatório imediato com vômitos de restos alimentares e distensão epigástrica. Faltam, na base, elementos típicos que a sustentem como melhor resposta.
E
Errada
Abscesso subfrênico é afastado porque a base associa essa hipótese a repercussão infecciosa, como febre, dor, toxemia ou leucocitose. Esses elementos não foram apontados como núcleo do quadro, que foi descrito sobretudo como retenção alimentar e distensão.
Pegadinha da questão
A confusão real foi induzir a marcação de obstrução da fundoplicatura apenas porque houve válvula total, quando o gabarito oficial privilegiou o padrão de gastroparesia por lesão inadvertida do nervo vago após dissecção difícil da transição esofagogástrica.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique se a questão é normativa ou apenas técnico-clínica; aqui não existe base jurídica para decidir.
  • Em pós-operatório da junção esofagogástrica com dissecção difícil, considere lesão vagal quando houver retenção alimentar e distensão epigástrica.
  • Não transforme automaticamente reconstrução com fundoplicatura em obstrução mecânica; confronte a hipótese com o padrão clínico descrito.

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